Dois mil e dezesseis é um ano para ser esquecido por moradores e policiais de Franca. Os crimes contra o patrimônio, furtos (pega algo sem estabelecer contato) e roubos (quando há contato com a vítima, ameaça ou violência) aumentaram nos últimos 12 meses. Essa constatação é da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, que divulgou, na semana passada, o balanço anual das ocorrências registradas na cidade.
Conforme os dados, Franca praticamente não passa uma hora sequer sem que ladrões entrem em residências, estabelecimentos comerciais, entidades, delegacias, escolas ou atuem nas ruas, fazendo milhares de francanos vítimas da violência e do descaramento. Foram 8.316 boletins de ocorrência registrados nos cinco distritos policiais da cidade. Em 2015, ocorreram pelo menos 7.187 delitos dessas naturezas.
Entre os objetos mais cobiçados entre os criminosos em 2016, estavam dinheiro, celular, televisores, joias e os próprios veículos, que, muitas vezes, foram utilizados para transportar os produtos subtraídos. Em alguns casos, a situação beirou o cúmulo do absurdo: até pregos, mamadeiras de creches, vasilhas e comida são levados.
Zonas de Franca
Os índices da secretaria mostram ainda que a liderança nessas quatro modalidades criminosas pertence à zona Oeste, do 2º Distrito Policial, uma das áreas mais extensas e populosas da cidade. Esse lado de Franca trouxe 1.548 furtos comuns, 211 de veículos, além de 188 assaltos e 19 carros e motos roubados em bairros como Estação, Jardim Guanabara, São Joaquim e Vila São Sebastião.
Apenas nos furtos de veículos que a zona Oeste perde para outra parte da cidade, já que a região do 4º Distrito Policial, dos jardins Aeroporto e Ângela Rosa, registrou 223 casos. Os números podem ser ainda maiores, já que muitas vítimas, desacreditadas da elucidação dos crimes, não acionam a polícia nem registram boletim de ocorrência.
Dicas
A Polícia Militar informou que instrui os cidadãos a sempre acionarem o 190 e que tem todos os locais da cidade mapeados para saber onde ocorrem mais crimes. Há também um trabalho maior de identificação dos criminosos para mais abordagens. Além disso, de acordo com o órgão, a implantação em alguns bairros do Vizinhança Solidária, que incentiva a comunicação entre sociedade e a PM, tem diminuído os índices onde há o projeto.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil não pôde se manifestar sobre os índices registrados.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.