As Histórias em Quadrinhos, ou simplesmente HQs, são relatos através de imagem e texto. Os desenhos, colocados em sequência, na horizontal, com balões e legendas, vão contando uma história ao leitor. É um gênero de narrativa muito popular entre crianças e adolescentes.
Os americanos dizem que a primeira história em quadrinhos foi criada pelo artista Richard Outcault, em 1895. Ele publicou nos jornais de Nova York uma história chamada The Yellow Kid; em português, O menino amarelo. Fez enorme sucesso. Ninguém tinha visto aquilo.
Mas muito antes de O menino amarelo, o desenhista italiano Angelo Agostini, que morava no Brasil, escreveu em 1869 As Aventuras de Nhô Quim ou impressões de uma viagem à corte, uma autêntica história em quadrinhos. Era o dia 30 de janeiro quando a história foi publicada num jornal do Rio. Por isso, na próxima segunda-feira vamos comemorar os 148 anos de nascimento das HQs no Brasil.
Angelo Agostini teve seguidores. Em 1905 foi lançada a revista O Tico-Tico. Apareceram muitos personagens como Chiquinho, Lamparina, Zé Macaco e Faustina, Para-Choque e Vira-Lata, Bolão e Azeitona. Em 1937, o empresário Roberto Marinho entrou no ramo das revistas em quadrinhos e lançou o Gibi. E Gibi, que era o nome de um personagem, passou a ser também sinônimo de revista em quadrinhos.
Na década de 50, começaram a ser publicados no Brasil, pela Editora Abril, as histórias em quadrinhos da Disney. A revista Sesinho, do SESI, permitiu o aparecimento de desenhistas e roteiristas que se tornariam famosos como Ziraldo, Fortuna e Joselito Matos. Logo depois a Editora Abril passou a publicar os heróis da Marvel e da DC Comics no Brasil, com os super-heróis Capitão América, Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, Mulher Maravilha, dentre outros.
A partir da década de 60, multiplicaram-se as publicações e os personagens brasileiros: Pererê, (de Ziraldo), que mais tarde criaria O Menino Maluquinho), Gabola (de Peroti), Sacarrolha (de Primaggio) e toda a série de personagens de Maurício de Sousa, dentre os quais, Mônica, Cascão e Cebolinha.
Maurício de Sousa é hoje o grande nome dos quadrinhos nacionais com A Turma da Mônica.
PS. Falamos que Richard Outcault criou o gênero HQ . Mas precisamos nos lembrar de que o homem da caverna já se comunicava através das pinturas rupestres, aqueles desenhos nas pedras. Eles contavam nos desenhos que faziam com carvão sua luta diária pela sobrevivência, que significava lutar contra feras e andar longas distâncias para obter alimentos.
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