Três funcionários do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, São Paulo, foram condenados pela Justiça por conta da morte da estudante Gabriela Yukari Nichimura em fevereiro de 2012.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) afirma que os réus receberam sentença de 2 anos e 8 meses de prisão, mas o juiz reverteu a mesma em prestação de serviços à comunidade e pagamento de salário mínimo a uma entidade social.
De acordo com o TJ-SP, outros 5 funcionários foram absolvidos. "Os acusados foram denunciados porque se omitiram ao deixar de tomar os cuidados para impedir a utilização da cadeira – desativada há mais de dez anos –, que não possuía cinto de segurança e que havia apresentado problemas no colete de proteção no dia do incidente", diz o texto da nota. Ao todo, 12 pessoas foram julgadas no processo.
O promotor Rogério Sanches diz que o processo foi desmembrado e a condenação publicada se refere apenas aos funcionários que trabalhavam na operação e manutenção do brinquedo do qual a adolescente caiu. Os demais réus são ex-diretores e o ex-presidente do parque e ainda serão julgados. Para Sanches, a condenação foi justa.
"Finalmente sai a primeira condenação desse caso. É uma condenação justa, porque a pena máxima é de três anos e ela foi de dois anos e oito meses. Reverter para serviços comunitários é normal porque se trata de um homicídio culposo e a gente não pode colocar no sistema prisional brasileiro um réu por homicídio culposo", explicou o promotor ao site G1.
A publicação tentou contato com a assessoria do parque, mas não obteve retorno. A morte de Gabriela aconteceu quando a garota estava no brinquedo La Tour Eiffel. Na atração, os visitantes ficam parados por 2 segundos a uma altura de 23 andares e em seguida, o assento despenca em queda livre, a uma velocidade de 94 km/h.
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