Homem condenado por exercício ilegal da medicina atendia outros detentos


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 Kai Jorg Niespodziany, de 43 anos, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro
Kai Jorg Niespodziany, de 43 anos, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro

Um homem condenado por exercício ilegal da medicina continuava prestando atendimento a detentos. A ação foi descoberta quando um detento morreu.

O alemão Kai Jorg Niespodziany, de 43 anos, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro e mesmo assim prestava atendimento a detentos, ministrando medicamentos, fazendo curativos e aconselhando o encaminhamento de presos a atendimentos fora da prisão, com o conhecimento da direção do Presídio Evaristo de Moraes, na Quinta da Boa Vista, onde ele cumpre pena.

Segundo o site Extra, durante o dia, Kai ajudava médicos e enfermeiros. Ao final do expediente, ele ficava responsável pela enfermaria do presídio. Oficialmente, o alemão ela lotado na faxina da instituição. Fontes ouvidas pela publicação afirmaram que em 22 de agosto de 2016, o detento Wellington de Oliveira Santos passou mal e como a enfermaria já havia encerrado o expediente, Kai o medicou. Wellington sofreu uma piora e não sobreviveu. Depois do ocorrido, o alemão foi impedido de atuar na enfermaria do presídio.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apresenta outra versão. Wellington, de acordo com a pasta, passou mal e foi medicado. Em seguida, o detento voltou a se sentir mal e neste momento foi socorrido por Kai, que tentou reanimá-lo. A Seap diz que o alemão era paramédico em seu país de origem. Uma sindicância foi aberta para investigar o caso. A Seap, porém, não informou quem teria medicado Wellington.

Segundo os inspetores penitenciários, Kai afirmava que teria começado o curso de paramédico, mas sem concluir. "Ele era muito grosso. Gritava com os presos. Apesar de ajudar todo mundo, os presos só aturavam ele porque ele ajudava", revelou um agente.

O alemão, que chegou ao Brasil como turista, foi preso em 2011, no Morro da Mineira, suspeito de ser médico do tráfico. Kai foi inocentado da acusação de associação com o tráfico, mas foi condenado por exercício ilegal da medicina, homicídio e tentativa de homicídio. Em 2012, ele matou a companheira e tentou assassinar o enteado em Maricá, Região Metropolitana do Rio.

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