Morreu a professora Nadyr Gomes Aleixo


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Nadyr Gomes Aleixo foi sepultada na terça-feira no Cemitério da Saudade
Nadyr Gomes Aleixo foi sepultada na terça-feira no Cemitério da Saudade
"Aos pobres que passavam aqui, ela não oferecia apenas um prato de comida, mas também banho, ensinava a trabalhar e colocava para morar com a gente"
 
Morreu às 23h50 de segunda-feira, dia 23, no Hospital Regional, a senhora Nadyr Gomes Aleixo, de 84 anos. Debilitada, ela sofria de fibrose pulmonar há 18 anos, fazia uso contínuo de oxigênio e ficou internada por doze dias em virtude de uma pneumonia, tendo a causa da morte sido diagnosticada como insuficiência respiratória.
 
Com uma história de vida incomum, Nadyr atendeu a um pedido de sua irmã no leito de morte para que cuidasse de seus filhos. Ela deixou a vida que tinha para trás e se casou com o então cunhado, Reinaldo Aleixo de Paula, que se tornou seu companheiro por 42 anos. Viúva há 10 anos, ela deixa nove filhos: Reinaldo Aleixo de Paula Junior, Marisa Aleixo de Paula, Fernando Gomes Aleixo, Mirtes Gomes Aleixo, Márcia Gomes Aleixo, Marinei Gomes Aleixo, Rosângela Aleixo, Ângela Aleixo e José Aleixo, além de 27 netos e 13 bisnetos.
 
Nascida no município de São José da Bela Vista, Nadyr veio com a família para Franca ainda criança, depois que sua mãe ficou viúva. Desde muito jovem já começou a trabalhar em casas de famílias tradicionais francanas como governanta e costureira, até tornar-se professora de corte e costura, culinária, nutrição e bordado na Escola Industrial Júlio Cardoso, onde trabalhou até se aposentar. Ainda mantendo-se ativa, no entanto, nos finais de semana continuava ministrando cursos de bordado em sua casa. 
 
No dia a dia, Nadyr era muito dedicada à família e ao próximo. "A vida da minha mãe era rezar e servir a alguém. Todo mundo que ficava doente, ela pegava sua mala e ficava com essa pessoa até morrer, não importando se era ou não da família", disse a filha Mirtes. "Ela pegava meninada da rua e tirava os piolhos, fazia doações a todas as entidades. Para os pobres que passavam aqui, ela não oferecia apenas um prato de comida, mas também banho, ensinava a trabalhar e colocava para morar com a gente. Ela construiu um quarto enorme com banheiros e muitas camas para as mu-lheres, e outro para os homens. Ela atendia a quem precisasse de ajuda. Foi um anjo".
 
Segundo Mirtes, Nadyr estava muito resignada com a doença. "Quando foi a hora de ela ir embora, choramos porque ela sofreu, mas ela nos pedia para não chorarmos porque aquela era sua cruz", disse a filha, ressaltando a fibra da mãe, que ainda realizou todos os preparativos para sua morte. Devota de Maria e frequentadora da Paróquia Nossa Senhora das Graças, Nadyr cuidava dos seus, também, através de sua fé inabalável. "Todas as pessoas que partilharam da vida dela a tinham em altíssima estima. Ela rezava por todos e deixou uma lista enorme para que continuemos rezando", lembra a filha com carinho. "Mamãe era uma pessoa de profunda fé, temente a Deus, que rezava para a conversão de toda a humanidade", completou. 
 
O velório de Nadyr Gomes Aleixo foi realizado na terça-feira (24), no São Vicente. O sepultamento aconteceu no mesmo dia, às 16 horas, no jazigo da família, no Cemitério da Saudade.
 

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