TEMPORAL MOSTRA QUE POUCO FOI FEITO PARA EVITAR NOVAS ENCHENTES
Bastou mais um rápido temporal para que a mesma situação se repetisse: enchentes, alagamentos e prejuízos. A chuva da manhã de ontem causou transbordamento de córregos e deixou avenidas intransitáveis. É evidente que a Prefeitura de Franca ainda não tem uma solução definitiva para este problema que desafia administrações ao longo de décadas.
Embora não tenha feito vítimas, a chuvarada atingiu vários pontos da cidade. Os principais pontos atingidos foram a avenida Antônio Barbosa Filho, que teve o córrego dos Bagres transbordado, a Hélio Palermo, na altura do Top Grill, a avenida Alonso y Alonso, no viaduto Dona Quita, e na Miguel Sábio de Mello, em frente ao Castelinho. Pelo menos uma casa foi alagada no Jardim Palestina. A avenida Dr Flávio Rocha também sofreu com a tempestade. O trecho em frente à Polícia Ambiental ficou alagado.
O que se deve ressaltar aqui é que não existe solução milagrosa. Porém, a falta de vontade política para resolver todos os estes problemas fica patente: Franca tem acompanhado com temor qualquer nova pancada de chuva, principalmente em razão do perigo provocado pelos córregos. A região do cruzamento das avenidas Ismael Alonso y Alonso e Major Nicácio continua esperando uma intervenção que impeça novos transbordamentos e alagamentos. O Fórum teve que se mudar para novo prédio. Mas ali, além do trânsito que fica fortemente prejudicado com um temporal, temos o Uni-Facef e a Faculdade de Direito que já sofreram prejuízos em outras ocasiões.
A necessidade da realização de um estudo amplo, nas áreas de maior risco é primordial. São obras prioritárias que deveriam estar no topo das preocupações do prefeito Gilson de Souza (DEM). O fato é que a falta de prioridades de seguidas administrações municipais está deixando arrastar um problema que deveria receber uma solução definitiva. Franca não pode mais tratar com medidas paliativas um problema bastante sério, para o qual urgem providências.
A Secretaria de Obras deveria buscar soluções que a ocupação urbana criou. A impermeabilização do solo com a pavimentação causa um impacto que se repete em diversos municípios do Brasil. Será que somente em caso de uma tragédia, como as registradas em alguns pontos do País, com dezenas de mortos e milhares de desabrigados, é que a Prefeitura vai resolver agir? Porque o dinheiro gasto agora na solução poderá evitar consequências futuras funestas. Espera-se que a administração municipal não tente consertar a cerca apenas depois que ela estiver arrombada. O problema é grave e a administração municipal precisa se mexer para tentar resolver a questão de forma definitiva.
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