Irmãos são executados no meio de rua no Jardim Aeroporto


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Populares e bombeiros observam corpo de um dos irmãos assassinados ontem, no Jardim Aeroporto
Populares e bombeiros observam corpo de um dos irmãos assassinados ontem, no Jardim Aeroporto
Franca registrou o primeiro caso de assassinato do ano na tarde dessa quarta-feira, na zona Sul da cidade. E foi um duplo homicídio. Dois irmãos foram executados no meio da rua Oscar Toffetti, no Jardim Aeroporto I. O vendedor de sapatos Lessandro Gonçalves de Castro, de 33 anos, e o irmão, o raspador de pisos e sintecos Leandro Gonçalves de Castro, 35, morreram após levarem diversos tiros. O responsável já foi identificado.
 
De acordo com informações da Polícia Militar, Lessandro já possui passagens policiais por furto e também envolvimento com o tráfico de drogas, fato que teria motivado sua execução. Ontem, ele foi abordado por um indivíduo, já identificado pela Polícia Civil, enquanto conduzia sua caminhonete pela rua. A vítima, então, saiu e foi alvejada no meio da via.
 
Os disparos, de uma arma calibre 380, acertaram a testa do vendedor. Ele foi atendido pelo Samu ainda no local, mas não resistiu e morreu. Ainda segundo a PM, ao ver a cena da execução da vítima, Leandro, que vinha de moto, foi em defesa do irmão, mas também foi alvejado na região do pescoço, morrendo instantaneamente. O suspeito fugiu em um VW Gol de cor escura, acompanhado de outro homem.
 
Policiais civis, incluindo do setor de homicídios da DIG, e peritos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no local dos assassinatos para apurar o que aconteceu. O caso foi registrado no Plantão Policial e já está sob investigação na DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
 
Pai e testemunha
Enquanto os policiais conversavam com populares a respeito do duplo homicídio para coletar alguma informação, uma testemunha com laços de sangue surgiu. Trata-se do comerciante Antônio Donizete de Castro, pai das vítimas, que presenciou a execução dos próprios filhos.
 
Castro afirmou que estava em seu bar, localizado na esquina onde os irmãos foram executados, quando o assassino chegou. “Todo mundo que estava aqui comigo, no bar, viu a cena. Ele chegou atirando na direção do meu filho mais novo. O Leandro viu e saiu em defesa do irmão. Tentou jogar a moto em cima do homem, mas também foi atingido. Enquanto ele atirava na cabeça do Lessandro, eu peguei um rodo e fui para cima. Ele também disparou na minha direção e fugiu correndo até o carro que o esperava. Matou meus dois filhos. Agora, só me resta mais um”, disse, emocionado.

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