Devaneio x realidade


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Luís Marcos Suplicy Hafers, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, dizia que em sua juventude ele tinha a ideia de que o modelo citadino a ser observado era Paris, Nova York, etc. No decorrer dos anos e com inúmeras viagens ao interior do país, sua concepção mudou, passando a crer que o modelo a ser seguido não eram estas insignes capitais, mas sim, cidades de fronteira agrícola do Brasil, verdadeiros centros do desenvolvimento econômico, humano, civilizacional e sobretudo, social. Hafers foi muito assertivo ao afirmar isso. 
 
Com efeito, este ideal desenvolvimentista está imortalizado em nossos índices de produção; o Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do globo, é o maior exportador de soja, o segundo maior exportador de milho e o maior produtor e exportador de açúcar e café do planeta, isso desde os tempos da monarquia.
 
Veremos no carnaval de 2017, dentre inúmeros outros, o enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense. Sua letra ataca e critica de maneira frontal o produtor rural brasileiro. A escola generaliza e nos demoniza com sua letra infame de desconstrução de um processo árduo e longo ao qual hoje chegamos à realidade de uma agropecuária equilibrada com o meio-ambiente, nosso agro é o mais sustentável do mundo. Produzimos, abnegadamente para o bem da Nação. Esquece-se a Escola, de que, o agro sempre serviu como pilar robusto da economia e da vida deste país.
 
Finalmente, afirmo que são tempos estranhos. O setor que é a locomotiva da nação é atacado por um setor que, convenhamos nada produz, a não ser devaneios, imoralidades e confusão. Desde a mais tenra juventude aprendi a nutrir um amor febril pelo Brasil, e é, com esse sentimento que encerro com um profundo agradecimento aos nossos fazendeiros. Brava gente, muito obrigado! 
 
Marcus Vinícius C. P. Falleiros
Cafeicultor, Pecuarista, Presidente do Clube das Cavalhadas da Franca.

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