Ex-goleiro Bruno possui as chaves da própria cela


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O ex-goleiro Bruno, condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio
O ex-goleiro Bruno, condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio

O presídio de Santa Luzia, no qual o ex-goleiro Bruno está confinado, é vigiado pelos próprios detentos.

Segundo o site da revista Veja, o local é administrado pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), uma organização não-governamental que possui outras 47 unidades do tipo em 4 estados. Na penitenciária de Santa luzia, há hoje 175 homicidas, assaltantes, estupradores e traficantes, a maioria com mais de 18 anos de cadeia.

O local não tem policiais, carcereiros, seguranças armados ou mesmo guaritas de vigilância. As portas da penitenciária, galerias e celas são vigiadas pelos próprios detentos. O ex-goleiro Bruno, condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, carrega as chaves da própria cela e trabalha vigiando outros presos.

Bruno já esteve em presídios convencionais e diz que neles ao invés de os detentos serem recuperados, se tornam ainda mais perigosos. “O sistema convencional não recupera ninguém”, disse ele à publicação.

Os detentos de Santa Luzia, em regime fechado, tem acesso a serras elétricas, pés-de-cabra e tesouras para os trabalhos artesanais, nas oficinas e no pátio. No semiaberto, há enxadas, picaretas e foices para serem usadas em oficinas, hortas e trabalho em empresas na cidade. Os presos fazem cursos de marcenaria, padaria, jardinagem, informática e pintura. Todos também estudam e neste ano 90 deles fizeram o Enem.

O local possui biblioteca, ‘DVDteca’, computadores e internet para curso superior à distância. Desde que chegou na unidade, há um ano e quatro meses, Bruno já fez seis cursos, incluindo soldador, jardineiro e pedreiro. “A Apac é uma obra de Deus: devolveu a minha dignidade, restituiu a minha família”, diz o x-goleiro.

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