Febre amarela mata em Batatais e liga alerta


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19 Estados brasileiros, incluindo São Paulo, têm recomendação do Ministério da Saúde para a vacinação contra a febre amarela
19 Estados brasileiros, incluindo São Paulo, têm recomendação do Ministério da Saúde para a vacinação contra a febre amarela
Paulo Gomes
FOLHAPRESS
 
A Secretaria do Estado da Saúde confirmou ontem a morte de três pessoas por febre amarela no Estado de São Paulo, sendo um caso importado de Minas Gerias e dois autóctones (transmissão local).
 
A pessoa que contraiu a doença em Minas Gerais, segundo a pasta, mora em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Já as outras duas pessoas mortas moravam no interior paulista: Batatais e Américo Brasiliense.
 
A secretaria investiga ainda dez casos de febre amarela silvestre de pessoas que estiveram no Estado de Minas Gerais -três desses morreram. As análises são realizadas pelo Instituto Adolf Lutz, em São Paulo.
 
Em 2016, São Paulo registrou duas mortes ocasionadas por febre amarela silvestre: uma em abril, no município de Bady Bassit (infecção teria ocorrido na “mata dos macacos”, no município de São José do Rio Preto), e outra em Ribeirão Preto, também em área próxima à mata.
 
De acordo com a pasta, o Estado recebeu este mês mais de 400 mil doses da vacina do Ministério da Saúde. No último semestre de 2016, foram 1,7 milhão de doses. Em dezembro, as Secretarias Estaduais de Estado da Saúde e do Meio Ambiente começaram a trabalhar em conjunto para monitorar e garantir maior agilidade na identificação de possíveis casos.
 
Desde o ano passado até o dia 16 de janeiro, foram confirmadas 24 epizootias (situação de adoecimento ou óbito) de primatas não humanos para febre amarela, correspondente a 31 primatas, nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São José do Rio Preto.
 
Recomendação
De acordo com o ministério, 19 Estados brasileiros já têm recomendação para a vacinação, e em janeiro 650 mil doses foram distribuídas como parte da rotina do calendário nacional de vacinação.
 
A recomendação é que as pessoas que forem viajar para as áreas afetadas se vacinem contra a doença, mas essa não é uma obrigação, ou seja, não haverá fiscalização.
 
No caso de crianças até 5 anos que residam em áreas de risco ou viajarão para essas regiões afetadas, a recomendação da pasta é uma dose da vacina aos 9 meses de idade e outra dose de reforço aos quatro anos.
 
Para adultos que vão viajar para áreas afetadas, a recomendação é tomar vacina pelo menos 10 dias antes da viagem, caso seja a primeira vez.
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que cada pessoa tome uma dose da vacina na vida, mas por precaução o Ministério da Saúde recomenda duas doses.
 
Foto: Wilson dias/Agência Brasil

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