A ameaça dos insetos


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DOENÇAS QUE JÁ NÃO PREOCUPAVAM VOLTAM A PREOCUPAR O BRASILEIRO
 
Primeiro, foi a dengue. Depois, apareceu a até então desconhecida chicungunya, Em sua esteira, o zika vírus. Agora, o Brasil se vê às voltas com o reaparecimento da febre amarela. Todas as quatro transmitidas por um mosquito (as três primeiras pelo mesmo aedes aegypti e a última pelo hemagogus, mas há a suspeita de que o transmissor da dengue também esteja espalhando as infecções da febre amarela que, de acordo com as autoridades, já mataram pelo menos três pessoas no Estado de São Paulo). A dengue, que não recebe um combate eficaz, já que depende da ação conjunta das autoridades sanitárias e da própria população, continua infectando e matando Brasil afora. O perigo aumentou com o aparecimento de infecções pela chicungunya e, mais recentemente, pelo zika vírus, que trouxe consequências ainda mais graves, relacionado ao nascimento de milhares de bebês com microcefalia que vai lhes trazer problemas pela vida toda.
 
Aparentemente, este tipo endemia não vem recebendo a atenção necessária de nossas autoridades e também da grande e principal afetada, que é a população brasileira. No caso da dengue, da chicungunya e do zika vírus, percebe-se que uma ação mais efetiva dos brasileiros na eliminação dos criadouros teria sido capaz de acabar com a sua infestação. Mas ainda hoje há quem se rebele contra a ação da Vigilância Sanitária nos exames de residencias e da proliferação dos criadouros do aedes aegypti. Trata-se de uma visão mesquinha e bastante estreita de um trabalho necessário. Um só criadouro pode causar a infecção de centenas de vizinhos. Em sua cepa mais perigosa, o vírus da dengue hemorrágica pode provocar a morte em poucos dias. Junte-se a isso o costume do brasileiro de se automericar e chegamos a uma epidemia incontrolável.
 
Agora, com a febre amarela, o temor é de que o mosquito aedes aegypti esteja transmitindo a doença, ao picar macacos infectados e depois atacar seres humanos. Dezenas destes primatas já foram encontrados mortos vítimas da febre amarela e houve uma corrida aos postos de vacinação pela eficiente imunização, algo que foi negligenciado na última década, uma vez que o vírus pertence à família Flaviviridae, a mesma do vírus da dengue. A preocupação já deveria ter sido levantada décadas atrás. Pelo menos para este caso há vacina, algo ainda não descoberto para a infecção causada pelo aedes aegypti. Está na hora das autoridades sanitárias e a população brasileira se unirem, buscando soluções mais efetivas para barrar a proliferação do mosquito transmissor. A necessidade de uma verdadeira cruzada é primordial para eliminar pelo menos estas quatro ameaças que pairam sobre a população brasileira.

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