Um estudo divulgado na semana passada pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo do Estado de São Paulo, mostra uma estatística alarmante: o trânsito de Franca mata mais que o da capital paulista. O Infosiga, que fornece dados sobre os acidentes fatais, aponta que a taxa de mortes no trânsito francano é de 10,2 para cada 100 mil habitantes, enquanto que a de São Paulo é 8,2. Os dados se referem ao ano passado.
Atualizado mensalmente, o Infosiga conta com dados sobre o acidente, perfil da vítima e tipo da frota (motocicleta, carro, bicicleta e pedestre, por exemplo). Em 2016, com 331.259 habitantes, Franca registrou 34 mortes no trânsito, enquanto São Paulo, com 11.581.798 moradores, perdeu 950 pessoas.
Perfil
Das 34 vítimas do trânsito francano, 27 eram homens e sete mulheres. Elas tinham, principalmente, entre 18 e 24 anos (foram 7 mortos) e 30 a 34 anos (5 mortes registradas). Mais uma vez, os motociclistas são maioria: 14. Os pedestres vêm em seguida, com 7 óbitos. Os demais são 6 motoristas e 3 ciclistas. Os outros 4 que completam as estatísticas não foram especificados pelo estudo.
Imprudência
Para o tenente Régis Antônio Mendes, responsável pelo Pelotão de Trânsito da Polícia Militar em Franca, a maioria dos casos acontece em razão da imprudência dos motoristas e pedestres.
“É comum encontrarmos situações de excesso de velocidade e de não usar o cinto de segurança, especialmente com os jovens, que possuem espírito aventureiro e pouca ou nenhuma experiência. Também notamos falta de atenção. O uso de álcool e drogas e do aparelho celular são outros causadores de acidentes”, disse.
Campanhas
Em razão disso, ainda segundo o tenente, há uma preocupação grande da Polícia Militar em fazer, cada vez mais, campanhas de conscientização para que o número de óbitos fique menor com o passar dos anos.
“Além das frequentes campanhas na Semana Nacional do Trânsito, em setembro, e operações espalhadas por toda a cidade, intensificando o patrulhamento e fazendo mais abordagens, temos a intenção de criar programas específicos para conscientizar condutores e pedestres. Em março, por exemplo, estaremos em um encontro de motos para mostrar as estatísticas e mostrar que precisamos de um trânsito melhor”, disse o tenente.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.