Franca amarga 3º ano com perda de vagas de emprego


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O setor comercial francano foi o que mais fechou postos de trabalho em 2016 e terminou o ano com 689 vagas a menos
O setor comercial francano foi o que mais fechou postos de trabalho em 2016 e terminou o ano com 689 vagas a menos
Mais uma vez, Franca fechou um ano no vermelho quando o assunto é emprego. As baixas no comércio, construção civil e indústria fizeram com que a cidade fechasse 2016 com 589 postos de trabalho a menos. Divulgados ontem, os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que Franca seguiu a tendência dos anos anteriores e encerrou o período com mais vagas fechadas do que abertas. Foi o terceiro ano consecutivo.
 
Depois de 12 anos seguidos de alta na geração de emprego formal - com destaque para os anos de 2004, quando mais de 9 mil vagas foram abertas, e 2010, com 8,3 mil novos postos de trabalho -, Franca vem perdendo vagas com carteira assinada nos últimos três anos. 
 
Após o pior ano para o mercado de trabalho - em 2015 a cidade fechou 4,2 mil vagas -, em 2016 o ritmo de perda de postos de trabalho caiu, mas ainda assim superou a abertura de novas vagas. Setor comercial, construção civil e indústria foram os setores que mais demitiram. Em 2014, Franca perdeu 1.569 postos de trabalho.
 
Em entrevista ao Comércio no último domingo, ainda sem os números finais do Caged, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, disse que 2016 foi um ano atípico. “Enfrentamos toda a indefinição política do País e os reflexos dela na economia. Para se ter ideia da nossa dificuldade, pela sazonalidade da indústria calçadista, normalmente contratamos os demitidos do final do ano nos primeiros três meses do ano seguinte. Mas, em 2016, não conseguimos. Levamos dez meses para recompor todos os demitidos e, pelas nossas projeções, vamos fechar com um número ainda menor de trabalhadores do que em 2015.” 
 
De acordo com os dados do Ministério do Trabalho, Brigagão estava certo. Apesar de os números não serem apenas do setor calçadista, as indústrias francanas fecharam 377 postos de trabalho no ano passado.
 
À frente da indústria, no topo do fechamento de vagas, ficaram os setores comercial e de construção civil. A crise pegou forte os empreendimentos imobiliários e mandou para a rua 461 trabalhadores do setor em Franca. E, na ponta de tudo isso, está o comércio. Sem emprego, os francanos diminuíram as compras ou, pior, deixaram de comprar. A consequência foi a extinção de 689 vagas no comércio local.
 
O resultado de vendas no Natal, porém, encheu de expectativa os comerciantes. Ao contrário do restante do país, que enfrentou queda, Franca registrou alta de 5%. “Avaliamos esse crescimento como um sinal de retomada para um 2017 mais produtivo”, disse, à época, o diretor-executivo da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Marcelo Rocha.
 
Apenas nos setores de serviços, com 898 novas vagas, e de agropecuária, com 126, os saldos foram positivos em Franca.

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