Estudante faz greve de fome reivindicando remédio para tumor


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Marcos Matheus Fábio, de 22 anos, alega que o Estado e a Prefeitura deixaram de fornecer o medicamento em dezembro
Marcos Matheus Fábio, de 22 anos, alega que o Estado e a Prefeitura deixaram de fornecer o medicamento em dezembro

Um estudante com tumor cerebral se acorrentou e fez greve de fome em frente à Prefeitura de Sertãozinho, São Paulo, para reivindicar a medicação gratuita para seu tratamento.

Marcos Matheus Fábio, de 22 anos, alega que o Estado e a Prefeitura deixaram de fornecer o medicamento em dezembro, devido a uma liminar que garantia o benefício ter sido suspensa pois o medicamento, novo, não consta na lista do SUS. A alegação para o corte do medicamento era de que o mesmo não seria recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

O protesto de Marcos aconteceu na tarde de quarta-feira, dia 18. O estudante não tem condições de arcar com o medicamento, uma vez que cada caixa do mesmo custa R$ 15 mil. Ele deixou o local do protesto devido à chuva, mas garantiu que retornaria na quinta-feira, dia 19. "Eu estou aqui porque estou lutando pelos meus direitos de viver. Eu estou lutando pelas minhas injeções, pelo meu tratamento de saúde que estou fazendo", explica o estudante.

Zezinho Gimenez (PSDB), prefeito de Sertãozinho, afirmou ao site G1 ter conversado com o estudante e garantido que pagaria o medicamento por meio de determinação da Justiça. O Ministério Público teria decidido favoravelmente à retomada do benefício.

“Eu quero que se resolva o meu caso na Justiça, eu quero meu medicamento, eu não quero ficar fazendo campanha pelo resto da vida. Se precisar eu vou fazer, ainda estou fazendo, estou fazendo greve de fome também e me acorrentei hoje aqui na Prefeitura. Quero uma solução para o caso”, diz Marcos.

“Eu me sinto humilhado por ter meu direito privado de ter uma saúde digna tendo que lidar todo dia com a doença. Eu estou me controlando muito porque não sei de onde estou tirando forças para conseguir aguentar tudo que aguentei até hoje”, contou o estudante.

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