Morreu na manhã da última terça-feira, dia 17, na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Regional, a senhora Silvia de Lima Mestres, de 73 anos. Ela estava internada em decorrência de um câncer no pâncreas desde a noite de segunda-feira, 16, sofreu uma parada cardiorrespiratória na manhã de terça e não resistiu. O tumor foi diagnosticado em setembro e chegou a deixá-la acamada.
Viúva de Arnaldo Quadros Mestres desde 1995, Silvia deixa três filhas: Adriana Mestres Araújo, Cristina Lima Mestres e Daniela Mestres, além de seis netos e os irmãos Vera de Lima Cheade, casada com o ex-diretor da ACIF, João Cheade, e Heitor Lima.
Silvia nasceu em Franca e ainda na infância foi morar com a família em São Paulo, onde cresceu. Voltou à terra do calçado já casada e com a primogênita, Adriana, e aqui nasceram suas duas outras filhas e ela terminou de constituir sua família. Comerciante, comandou a Ele e Ela Butique, onde trabalhou até sua aposentadoria, há alguns anos. Por muitos anos, também, Silvia foi voluntária na Creche Nossa Senhora de Aparecida, que ajudou a fundar.
Muito aberta e carismática, Silvia era muito bem quista e tinha muitos amigos. “Mamãe era a simpatia em pessoa. É até engraçado, encontrei muitas pessoas que diziam que gostavam muito dela, frisando que não queriam fazer média, e eu pensava comigo 'acredito'. Todo mundo gostava dela, minha mãe era uma unanimidade”, disse emocionada, a filha Cristina. “Enquanto esteve doente recebeu muita atenção, já sabíamos que ela era querida, mas nos surpreendemos com o número de manifestações de carinho e visitas. Mesmo na doença e em uma situação mais vulnerável, ela continuou aberta às pessoas, gostava de receber visitas, era muito alegre”, completou. “Ela fazia tudo pela família dela. Vai ficar marcada a alegria de viver, a disposição que ela tinha, era uma pessoa que não parava por nada”, disse a irmã Vera.
Um dos hobbies de Silvia era jogar baralho com suas amigas – o grupo, que mantinha amizade há vários anos, se encontrava religiosamente toda terça-feira. Ela também pintava, era uma cozinheira exímia, mas o que mais gostava de fazer era ficar com os netos e a família. “Ela estava sempre disponível para nós e nunca estava ocupada quando a procurávamos. Às vezes até criticavam minha mãe por abrir mão das suas coisas para nos ajudar, mas a família era a prioridade dela”, disse Cristina. “Ela gostava que todo mundo estivesse sempre unido, a família era tudo na vida dela”, disse Vera.
O velório de Silvia Crisitna Mestres foi realizado na tarde de terça-feira, no São Vicente. O sepultamento aconteceu às 10 horas desta quarta, no cemitério da Saudade, com trabalhos da Funerária Tedesco.
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