Educadores protestam contra cortes em escolas integrais


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Educadores do Estado foram ontem à Câmara pedir apoio dos vereadores contra resoluções da Secretaria da Educação
Educadores do Estado foram ontem à Câmara pedir apoio dos vereadores contra resoluções da Secretaria da Educação
Um grupo de 40 educadores da rede estadual de ensino compareceu ontem à Câmara pedir o apoio dos vereadores contra resoluções do Estado, que devem significar um corte de verbas de mais de 30% nos repasses a escolas de tempo integral. Segundo o grupo, em Franca, dez escolas, que juntas atendem cerca de 2,5 mil alunos, serão atingidas. Além da redução dos repasses, as escolas ainda terão os cargos de vice-diretor extintos.
 
Para os professores, as resoluções devem significar queda de qualidade no ensino. O representante da Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Carlos Eduardo Rogério, disse que em abril do ano passado a Secretaria de Educação decidiu deixar de contar em dobro as salas de aula de tempo integral. É com base no número de salas que os repasses financeiros são feitos pelo governo. Com a medida, as dez escolas integrais de Franca, mesmo funcionando das 7 às 15h20, passarão a receber apenas por meio período, como se não tivessem o horário estendido. “A mudança da contagem deve significar um corte de mais de um terço nos repasses. Para as escolas que já têm um orçamento tão apertado, o peso será enorme”, disse. “É um absurdo. Cada uma dessas unidades atende mais de 250 alunos em tempo integral”, completou.
 
Ele pediu que os vereadores elaborem uma moção de repúdio às novas regras e procurem deputados estaduais de seus partidos e autoridades para que pressionem o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a rever as determinações. 
 
No período da tarde, a moção foi apresentada e aprovada. 
 

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