As recentes mortes provocadas pela febre amarela em Ribeirão Preto e cidades de Minas Gerais têm gerado apreensão em todo o país. Diante deste cenário e com o objetivo de evitar que a doença chegue à cidade, diversas ações foram iniciadas em Franca.
Ontem, o secretário de Saúde, Rodolfo Moraes Silva, reforçou, durante uma entrevista coletiva, a necessidade de prevenção, afirmou que Franca está em uma zona de risco e que a população precisa ajudar a combater os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. “Além da dengue, zika e chikungunya, o mosquito também é o único transmissor da doença na área urbana, por isso o principal cuidado é o combate à proliferação do mesmo”, disse.
Segundo o secretário, a atenção na cidade foi redobrada devido ao surto da doença. Franca é considerada zona de risco por estar perto de Ribeirão Preto e fazer divisa com cidades de Minas Gerais. “Nossa cidade é uma zona de risco para a febre amarela e a população precisa estar atenta”, afirmou.
Como forma de impedir casos de doença na cidade, equipes do Controle de Vetores, da Vigilância Epidemiológica, mapearam 35 áreas de Franca que ficam próximas a matas, considerados locais propícios para a proliferação do mosquito transmissor. “Estamos falando de uma doença com taxa de mortalidade alta. Hoje existe um receio grande de que ressurjam casos na área urbana, por isso, estamos fazendo o controle em todas as áreas de matas da cidade e contamos com o apoio da população.”
Sintomas
Os principais sintomas da doença são febre, calafrios, fadiga, dor de cabeça, dor nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, coloração amarelada da pele e do branco dos olhos, hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.
A orientação é que os pacientes que apresentarem os sintomas suspeitos procurem as unidades de saúde o mais rápido possível.
Vacinação
Forma de prevenção, a vacina contra a febre amarela é indicada para crianças a partir de 9 meses (primeira dose) e um único reforço aos 4 anos. No caso de adultos, é indicada uma dose e um único reforço 10 anos após a primeira dose. Por isso, o secretário alerta que antes de procurar as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) as pessoas devem conferir sua situação vacinal na carteira de vacinação.“Não é necessário que todos corram para tomar a vacina. O foco são as zonas rurais e áreas próximas a matas”, completou o secretário.
Em Franca, as unidades de saúde estão realizando a vacinação em pelo menos dois dias da semana. Na segunda e quarta-feira: Progresso; Ângela Rosa; Leporace; Esmeralda; City Petrópolis e Palma. Às terças e quintas: Aeroporto I; Paulistano; Paulista; Parque do Horto; Jardim Luiza. Nas segunda e sextas: Aeroporto III; Brasilândia; Guanabara; Santa Terezinha e, às quartas e sextas: Planalto. Apenas as unidades da Vila São Sebastião e Estação aplicam a vacina de segunda a sexta-feira.
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