Sinal de nossos tristes tempos


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CUIDAR DE IDOSOS CUSTA muito MENOS DO QUE MANTER BANDIDOS PRESOS
 
Vivemos tempos difíceis. Onde políticos acusados de crimes graves, com robustas provas, continuam influindo decisivamente nos rumos do governo. Tempos onde um político homofóbico, machista, retrógrado e racista se prepara para assumir a presidência da maior potência do mundo. Tempos onde ditadores investem contra os seus próprios cidadãos e causam a destruição de seus países. Tempos onde cidadãos ainda são obrigados a conviver com uma verdadeira “casta política” que não demonstra o mínimo espírito público, cobrando dos eleitores a conta de seus desmandos, mordomias, benefícios e desvios do dinheiro público. Enfim, vivemos tempos onde o crime organizado comanda os presídios e dominam as ruas, deixando os cidadãos acuados e reféns de uma violência desmedida, sem que o poder público aja de forma a dar as respostas que os cidadãos esperam.
 
É grande a distância entre o custo de políticas públicas voltadas aos menos favorecidos e o que efetivamente se gasta para manter estruturas falidas como o sistema penitenciário brasileiro, dominado por grupos criminosos. É o caso noticiado na edição deste sábado (14/01) do Comércio sobre o anúncio da Fundação “Judas Iscariotes” de encerrar as atividades dos CCIs (Centros de Convivência do Idoso) do Centro e do Jardim Paulistano (os popularmente conhecidos “Lares de Idosos” que funcionam há décadas e hoje abrigam cerca de 350 pessoas, entre homens e mulheres). A instituição garante não ter condições de manter o serviço diante do valor oferecido pela Prefeitura Municipal: R$ 59/mês por paciente contra os R$ 70 reivindicados pela fundação. No total, uma diferença pouco superior a R$ 4,5 mil ao mês. A Prefeitura insiste nos valores oferecidos e anuncia que se a “Judas Iscariotes” mantiver a intenção, vai procurar outro gestor para que os 350 idosos, a grande maioria deles sem famílias, não percam o único lar que têm.
 
O problema maior é que a diferença entre o ofertado pela Prefeitura e o reivindicado pela fundação é ínfimo, não chegando ao salário de alguns servidores comissionados lotados no Paço Municipal. Para se ter uma idéia, um presidiário no Brasil custa cerca de R$ 4,5 mil/mês num sistema caótico e superlotado como o nosso. Neste momento é que se vê a diferença com que são tratados aqueles que mais precisam para contar com atendimento, atenção e mínimas condições de sobrevivência. A nova administração municipal nem deveria estar discutindo valores, em razão da causa meritória. É preciso que o prefeito Gilson de Souza se conscientize da necessidade de manter a Fundação “Judas Iscariotes” gerenciando os dois CCIs já que uma mudança nesta altura do campeonato pode custar muito caro não apenas para os cofres municipais, mas também para os idosos atendidos.
 
 
 
Proposta polêmica
Levando em consideração que muitos eleitores não compareceram para votar nas ultimas eleições, o novo presidente da Câmara Municipal de Bauru (SP), vereador Sandro Bussola (PDT) está articulando um projeto de emenda regimental que institui a abstenção de votos dos vereadores. Seu argumento é de que existem assuntos em que o vereador prefere não opinar. A proposta vem causando grande repercussão contrária, pois sua adoção poderá mudar a proporção de votos na Câmara e ainda isentará o vereador da responsabilidade de votar em temas politicamente delicados, como a elevação de impostos ou a constituição de CEIS (Comissões Especiais de Inquérito) ou CP (Comissões Processantes), que têm por atribuição apurar irregularidades e até cassar mandatos.
 
O vereador proponente precisa levar em consideração que o eleitor, quando não comparece para a votação, está descumprindo o seu dever do voto e por isso paga multa, ainda que pequena, à Justiça Eleitoral. Por essa simples analogia, se não quiser votar em determinadas matérias, basta o parlamentar se ausentar e deixar de receber o subsídio pela sessão (essa é sua multa). Além disso, consideremos que o voto do eleitor é compulsório, pois ele não pode escolher não votar, enquanto o mandato de vereador é ato de vontade própria, pois só é candidato a vereador quem se apresenta como tal. Ainda mais: o eleitor representa apenas a si próprio, e o vereador, pelo menos teoricamente, representa todos os eleitores do município que, pelo sistema proporcional, o elegeram para exercer o mandato. Abster-se de votar em matérias de interesse do povo é abandonar o compromisso assumido. Aquele que não se sentir em condições de votar, o melhor a fazer, é renunciar ao mandato.
 
O vereador é o mais legitimo dos ocupantes dos cargos eletivos. Diferente do presidente da República, governador, senadores, deputados e até do prefeito, é ele que exerce o seu mandato convivendo diretamente com o povo e interpretando o pensamento da população durante as sessões e atos da Câmara. Para fazer uma boa representação, não deve abrir mão das oportunidades de interferir pela solução dos problemas da cidade. Além de votar em todas as matérias, deveria justificar o voto para deixar claro as razões de sua decisão. Dessa forma, com toda certeza, o seu eleitorado ficaria mais satisfeito e reconheceria o seu trabalho.
 
Uma questão final, ainda sobre a possibilidade de abstenção. Como o mandato de vereador é remunerado, se puder se omitir de votar sem deixar de receber pela sessão, o parlamentar corre o risco de ser acusado de ganhar sem trabalhar. O melhor e o mais justo é votar. Sempre.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente e dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo
 
 
 
PRISÕES
Nessa crise presidiária do Brasil, acrescento dois aspectos. O primeiro diz respeito às falhas gritantes do judiciário que, urgentemente necessita trabalhar à altura dos estratosféricos salários que recebe e das mordomias e privilégios que possui. O segundo diz respeito à aplicação de políticas que não sejam de caráter remediativo, mas preventivo. E, nesse sentido se faz preciso ir além dos infinitos discursos de profissionais de gabinete e, de fato fazer valer uma revolução na educação focando basicamente a valorização de professores e alunos. Imergindo-os num processo de ensino e aprendizagem que lhes garantam protagonismo nas ações educativas e que as mesmas não foquem apenas os aspectos cognitivos, mas também os de natureza afetiva e socializadora. Uma educação que tenha no professor uma espécie de robô programado para cumprir os mandos e desmandos de burocratas que nada entendem de sala de aula e, a meta de formar o aluno como mão de obra tecnificada, barata e ignorante de seus direitos para agradar ao mercado, são certamente ingredientes da perpetuação da criminalidade no país. Leia em http://gcn.net .br/noticias/341996/opiniao/2017/01/prisoes
Darsio Batista
Franca - SP
 
 
ACIDENTE
São constantes os acidentes com ambulâncias. Será falta de treinamento? Se está chovendo é provável que haja poças de água na rodovia. Cadê o tacógrafo dessa van para ver a velocidade que ele estava? Leia em http://gcn .net.br/noticias/342272/regiao/2017/01/van-com-10-pacientes-capota-em-rodovia-de-passos
Antonio
Franca - SP
 
 
COLETA
Aposto que 99% dos que reclamam aqui nunca correram atrás de um caminhão de lixo. Quando vocês trabalharem nesse serviço compreenderão o porque de amontoarem os lixos, principalmente se o percurso for grande. Não tem quem aguente ficar coletando lixo de casa em casa. Isso não é nada fácil. Outra razão pela qual eu defendo amontoar o lixo é que diminuí o risco de acidentes: o coletor que está no caminhão não precisa subir e descer do veículo toda hora, parando somente, onde o lixo foi amontoado. Leia em http:/ /gcn.net.br/noticias/290864/franca/2015/07/falhas-na-coleta-de-lixo-irritam-os-francanos
Manoel Vitor Soto Gomes
Franca - SP
 
 

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