Conquistas


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O tríplice aspecto da Doutrina Espírita começa pelo científico. Só depois vêm o filosófico e o religioso. Este último na condição moralizadora consequente do relativo descortínio da realidade da lei da Natureza, que é a Lei de Deus. Allan Kardec, no seu livro A Gênese (1868) considera: “se a ciência demonstrar que o Espiritismo está em erro em algum ponto, ele se ajustará para estar lado a lado com a ciência.”
 
Já, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo (1865), o mesmo autor anotou: “fé inabalável só o é a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade.” Fé que pode encarar a razão, ou fé raciocinada, é a que tem fonte no conhecimento, logo, trata-se de conquista de quem busca conhecer. 
 
E se conhecimento é a chave da libertação, segundo Jesus, ninguém se libertará senão pelo saber. Segundo o espírito Emmanuel, mentor de Chico Xavier, o analfabeto cheio de virtudes só evoluirá tomando as asas do intelecto e do sentimento. 
 
Vê-se, logo, que o Espiritismo cristão jamais poderia contemplar-se como religião, se não tivesse o compromisso de assentar-se sobre a realidade da lei da Natureza (Lei de Deus). 
 
A propósito, a ciência astronômica acaba de divulgar importantes conquistas, entre elas, a de que é provável que, só na nossa galáxia, existam oito mil estrelas orbitadas por planetas com possibilidade de abrigar vida. 
 
Aproxima-se, portanto, a confirmação do que assegura o Espiritismo, desde há 160 anos.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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