Pai do menino Joaquim, que morreu em 2013, o promotor de eventos Arthur Paes procurou as autoridades para cobrar novas ações que investiguem o paradeiro de Guilherme Longo, acusado de matar o garoto.
Arthur viajou de São Paulo a Ribeirão Preto na quinta-feira, dia 12, para falar com as autoridades policiais responsáveis pelo caso. Guilherme, que era padrasto de Joaquim, está foragido desde setembro de 2016, sete meses depois de conseguir um habeas corpus e sair da penitenciária 2 de Tremembé, São Paulo.
“Estou aqui pra cobrar uma explicação e saber o que está acontecendo. Estão fazendo o trabalho deles, mas estão com um pouco de dificuldade e estão fazendo buscas. Chegam telefonemas, denúncias e estão investigando, mas até agora nada certo ainda”, explica o promotor de eventos.
Arthur contou ainda que fica angustiado em saber que o acusado está foragido e comentou com o site G1 que chegou a pedir que fosse colocada uma tornozeleira eletrônica em Guilherme, mas o pedido foi negado. "Vim saber como estão as investigações, se estão, ou não, procurando o Guilherme. Eu preciso de uma resposta. Ele está foragido há quatro meses, ninguém sabe onde ele está. Teoricamente estão investigando, mas nada concreto ainda", desabafa. O promotor de eventos contou ainda que não se conforma em saber que Guilherme teve a liberdade concedida.
Para Arthur, a mãe de Jaquim também tem sua parcela de responsabilidade na morte do filho. “É revoltante saber que um assassino confesso está livre, na praia, não sei onde. É revoltante saber que um cara que matou uma criança de 3 anos está livre e eu, que sou o pai, tenho que correr atrás da investigação, publicar outdoor, fazer campanha em rede social”, lamentou o promotor de eventos.
"No segundo momento, fomos informados das providências que estão sendo tomadas pela polícia para tentar localizar o Guilherme, sendo que algumas o delegado já nos adiantou”, acrescentou Alexandre Durante, advogado de Arthur.
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