'Mulheres estão mais críticas', diz antropóloga


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Vinheta do Carnaval Globeleza celebra diferentes ritmos e estilos
Vinheta do Carnaval Globeleza celebra diferentes ritmos e estilos
As transformações da vinheta de Carnaval da Globo vão além do mundo do samba. A mudança influencia também na forma como a mulher é vista pela sociedade. É o que diz a antropóloga Isabela Oliveira da Silva, professora da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).
 
"A mudança da Globeleza reflete um processo mais amplo sobre como as mulheres são expostas na mídia e como o corpo da mulher é tratado pelos veículos de comunicação. Claro que o fim do machismo depende de uma série de fatores, mas o modo como a modelo está aparecendo é um passo importante para a quebra de estereótipos", analisa a antropóloga.
 
Segundo Isabela, o Carnaval sempre tratou as mulheres como objeto, usando o corpo feminino para chamar a atenção. Com a Globeleza vestida, o foco muda. "Isso mostra o quanto as mulheres estão mais críticas e exigindo respeito. A Globo teve de dar uma resposta."
 
Para Francisca Rodrigues, pró-reitora da Faculdade Zumbi dos Palmares, o fato de a Globeleza aparecer antes sem roupa não era pejorativo. "Mas, se mudaram, tudo bem. O importante é que mantiveram uma mulher negra como símbolo do Carnaval", diz. 

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