Um tio paterno do jovem encontrado morto em Cravinhos, São Paulo, afirmou que a mãe da vítima não aceitava a homossexualidade do rapaz.
“A mãe dele não aceitava e a gente já desconfiava, porque ela não quis prestar queixa. Acho que a mãe tem que cuidar do filho e não fazer o que ela fez. Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse Dario Rosa ao site G1.
Itaberli Lozano, de 17 anos, desapareceu no final de 2016 e o corpo foi encontrado carbonizado em um canavial em 7 de janeiro de 2017. A mãe dele, Tatiana Lozano Pereira, de 32 anos, teria confessado o crime. Ela alega que Itaberli estava envolvido com drogas e ameaçava a família.
Tatiana conta que teve a ajuda do marido, padrasto do rapaz, para retirar o corpo da casa e levar ao canavial, para depois o casal atear fogo. Dario comenta que o rapaz discutia bastante com a mãe e por este motivo teria se mudado para a casa do tio e da avó. Ele acredita que a motivação para o crime seria a homossexualidade de Itaberli.
O jovem teria recebido uma ligação da mãe e retornado para a casa em que morava anteriormente. Depois disso, não foi mais visto. "Chegou um carro em casa, ele entrou e saíram. Depois disso, minha mãe foi até a casa dele e perguntou. A mãe [Tatiana] disse que não sabia e falou que ele poderia estar morando na casa de algum amigo, tentando desviar a investigação”, lembra Dario.
O tio alega não acreditar na versão dada por Tatiana, sobre Itaberli estar agressivo e ameaçar a família. Ele também nega que o rapaz estivesse envolvido com drogas. “O crime foi premeditado porque a mãe dele estava muito tranquila e, assim que fizemos a queixa, ela começou a ter um comportamento diferente. Queremos que seja feita justiça. Se realmente foi ela, vai ter que pagar e os demais que estão envolvidos também", aponta Dario.
"Ela se defendeu do filho e acabou cometendo esse homicídio. O padrasto estava dormindo e, quando acordou, a mulher falou ‘acabei de fazer uma besteira’. Ela confessou, disse que se defendeu do filho, que tem várias passagens, vários boletins de ocorrência, inclusive tentativa de sufocar o irmãozinho menor, de 3 anos", destaca o advogado Fabiano Ravagnani Junior, que defende Tatiana e o marido.
O casal está preso e deve responder por homicídio e ocultação de cadáver. "Eles falaram que, na hora do desespero, levaram o corpo, porque não queriam ficar com isso dentro de casa. Levaram para um lugar e deixaram lá. Depois, foi descoberto que era o menor, e ela confessou. A emoção dela até hoje está abaladíssima", acrescenta advogado.
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