Quando realizamos o sonho de escrever um livro, é prazeroso saber que alguém o tenha lido. Se leu e gostou, a nossa satisfação é ainda maior. O poema sugestão de presente, do meu irmão Luis Alberto Salerno Miguel, inserido no seu quinto livro de poesias, intitulado Um Lugar Chamado Tempo, sintetiza bem essa agradável sensação, razão pela qual peço permissão para transcrevê-lo:
“Dê um livro de presente. Sim, este mesmo que está lendo! Se achar que o livro não é bom, dê àqueles amigos de que você não gosta tanto, ou de quem não gosta quase nada. Afinal ele ocupado lendo o livro, lhe economizará o incômodo de ter de cumprimentá-lo. Se, entretanto, achou que o livro não é nem tão bom, mas também nem tão ruim, dê àqueles amigos que lhe são indiferentes. Dê-lhes para que possam se identificar na sua triste insignificância de amigo indiferente. Se, no entanto, achou o livro bom, que causou-lhe alguma emoção, que se viu refletido nele, como se gostaria inclusive, de tê-lo escrito, dê para algum grande amigo, que se lembrará de você com ternura, quando de suas ausências, numa cumplicidade só possível entre grandes amigos. Agora se achou o livro bom demais, quase imprescindível, que o colocou em seu criado de cabeceira, dê-o a quem ama.”
Recentemente concretizei o sonho de publicar um pequeno livro, contendo alguns textos publicados neste Comércio e que foram compilados pelo amigo Everton de Paula. Assim, se alguém o leu e, mais, gostou, que se lembre dele da melhor forma possível, pois isso me fará bastante feliz.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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