Pastor é acusado de agredir mulher com pedra no 'Lepô'


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Mulher mostra o ferimento na cabeça que teria sido causado pelas pedradas desferidas pelo pastor
Mulher mostra o ferimento na cabeça que teria sido causado pelas pedradas desferidas pelo pastor
“Ele pegou minha mãe pelo pescoço e deu tapas em seu rosto. Desci do carro para impedi-lo e, assim, dei a ele o que queria: me bater. Eu era seu alvo. Violentamente, levei socos e ainda recebi golpes de concreto na cabeça e no braço. Ainda não consigo acreditar no que aconteceu.” Foi dessa forma, e com a voz embargada, que uma monitora de escola, de 34 anos, narrou o ataque que teria sofrido de um pastor, no final da manhã dessa terça-feira, no Parque Vicente Leporace. O caso já está sob apuração na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
 
Segundo a monitora, o pastor de uma igreja evangélica, com sede em Restinga e outras instituições em Franca, é pai da mulher com quem seu marido manteve uma relação extraconjugal. “Frequentávamos a igreja dele em Restinga, onde moramos. Pouco depois, o caso do meu ex-marido veio à tona e nos separamos. A filha desse pastor está com meu ex e isso causou um impacto na cidade, fazendo com que ele perdesse fiéis e me culpasse por isso”, disse.
 
Ainda de acordo com a vítima, essa seria a razão da agressão, ocorrida em frente a um supermercado, na avenida Abraão Brickmann, em Franca. O pastor teria pedido para a mulher parar o carro e foi para cima de sua mãe, uma funcionária pública de 53 anos, enforcando-a dentro do veículo e desferindo tapas em seu rosto. 
 
A monitora reagiu e saiu do automóvel, indo ao encontro do pastor. “E foi assim que meu pesadelo começou”, disse a vítima, emendando uma explicação. “Ele me segurou pelos cabelos, pegou a pedra e começou a bater na minha cabeça. Coloquei o braço na frente e me machucou ainda mais.” Ela contou que testemunhas tentaram ajudá-la e foram até o pastor, que teria fugido assim que sua filha e a mulher chegaram até a porta do supermercado.
 
Indignação
Ao ver a filha sangrando e ferida em razão das pedradas, a funcionária pública pediu ajuda de populares e foi até a DDM, onde um boletim de ocorrência de lesão corporal foi registrado. Depois, ela passou por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e por atendimento médico em um hospital particular de Franca. “Eu quero que ele pague pelo que fez à minha filha. Ela está toda machucada e ensaguentada. Não tem cabimento um homem que se diz de Deus ter uma atitude dessas. E sem motivo”, disse.
 
O pastor
Durante toda a tarde dessa terça-feira, o Comércio tentou falar com o pastor acusado. A reportagem ligou em todos os telefones disponíveis da igreja, em Restinga, e nos templos da região do Leporace. Em nenhum deles, foi possível estabelecer contato. Ninguém atendeu. O celular da igreja estava desligado. 

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