Desde que foi inaugurado em 2013, pelo governo Alexandre Ferreira (PSDB), o Centro Pop, que atende moradores de rua durante o dia, tem sido alvo de críticas de moradores e comerciantes que vivem na região da Vila Monteiro, onde o Centro funciona em um casarão alugado pela Prefeitura. Já gerou polêmicas e discussões entre as autoridades. Mas suas portas podem ser fechadas ainda neste mês. Pelo menos foi o que afirmou o novo secretário de Ação Social, Edgar Ajax Filho, na manhã desta segunda-feira.
O secretário participou por telefone do programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, e afirmou que já começou a fazer um estudo sobre a possibilidade de o Centro encerrar suas atividades ou, se continuar, mudar de endereço. “Eu já conversei com as assistentes sociais e com os servidores. Agora quero falar com o Ministério Público e com outras autoridades para decidir o que fazer, baseado em argumentos e não apenas movido pela pressão social”, disse.
Ajax afirmou que uma posição definitiva deve ser anunciada pelo governo Gilson de Souza (DEM) dentro de, no máximo, 15 dias. “Ainda estamos na fase de avaliação do serviço. Mas acreditamos que ele possa ser modificado sim, ou até mesmo remodelado, mas só teremos uma resposta para os anseios da sociedade francana entre 10 e 15 dias.”
O Centro Pop conta hoje com 13 servidores. Para seu funcionamento, são gastos mensalmente R$ 32 mil, sendo que deste valor R$ 13 mil são repassados pelo governo federal e o restante custeado pelo município.
Ajax, que foi o último secretário do novo governo a ter o nome confirmado, disse que nesta primeira semana de trabalho, já foi possível perceber que será necessário repensar diversos serviços ligados à área de Ação Social.
Entre eles, o secretário citou o programa Busca Ativa, que faz o acompanhamento e o mapeamento da população que vive nas ruas da cidade, hoje estimada em cerca de 800 pessoas.
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