Desde que tomou posse no último domingo, dia 1º, o secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes Silva, tem usado parte do seu dia para visitar e conhecer de perto a rotina e os problemas das unidades que prestam atendimento em Franca. A ideia é diagnosticar os problemas que mais afetam quem depende do serviço público e organizar um dossiê para ser discutido com o prefeito Gilson de Souza (DEM) em busca de melhorias e soluções.
Para Rodolfo, ver de perto as condições de trabalho dos servidores e a qualidade de atendimento aos pacientes é fundamental para poder comandar a pasta. “Estou começando agora. Quero saber o que acontece. Claro que estou ciente de boa parte dos problemas, mas quando a gente conversa com os pacientes e com os servidores e vê o que acontece é diferente. Acabamos tendo uma outra ideia”.
Na primeira semana de trabalho, o secretário já visitou os principais pontos de atendimento. O primeiro a receber a visita foi a UPA (Unidade de Pronto-atendimento) do Jardim Anita. Recém-inaugurada, a unidade corria o risco de ter as portas fechadas por falta de verbas, mas Rodolfo reforçou o que disse o prefeito Gilson de Souza e garantiu a continuidade dos atendimentos.
O Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, alvo constante de reclamações, também já passou por vistoria do secretário. “Há muitas coisas que precisamos fazer. Claro que não resolveremos tudo da noite para o dia, mas é possível melhorar”, disse, sem detalhar. No NGA-16, onde os usuários enfrentaram horas de espera durante a semana passada, o secretário já identificou a necessidade de agilizar o atendimento e melhorar a recepção. “Boa parte dos usuários do NGA são idosos ou estão debilitados; não podem aguardar em pé. É preciso melhorar a recepção, colocar mais cadeiras e agilizar o atendimento para que não haja grande espera”.
Rodolfo disse que entre as principais queixas que tem ouvido da população estão a espera por atendimento nas unidades e as filas para exames e consultas com especialistas. “Assim que tivermos o diagnóstico completo, esses problemas merecerão atenção especial”.
Ele evitou falar em um prazo para a elaboração do dossiê. “É um trabalho que demanda atenção e tempo. Não será feito em uma semana ou um mês.”
Depois de elaborado o diagnóstico, deve ser entregue ao prefeito Gilson de Souza. “Nossa ideia é levantar os problemas e discutir alternativas viáveis de solução, apontando prioridades”, disse.
Mesmo sem falar em prazo definidos, o secretário espera que, em até três meses, já seja possível apontar algumas medidas a serem adotadas. “Vamos reformular o que não estiver funcionando”.
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