Preço do álcool em Franca é o mais caro da história


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Ontem, o litro do álcool era comercializado a R$ 2,99 e gasolina a R$ 3,89, em posto na avenida Alonso y Alonso
Ontem, o litro do álcool era comercializado a R$ 2,99 e gasolina a R$ 3,89, em posto na avenida Alonso y Alonso
Mesmo acostumados com as constantes oscilações nos preços de combustíveis, muitos motoristas se surpreenderam com o aumento de R$ 0,20 no valor do litro do combustível nos postos de Franca. Ontem, boa parte dos estabelecimentos vendia o álcool por R$ 2,99 e a gasolina por R$ 3,89, em média. Os preços encontrados nas bombas são os maiores da história, superando a marca atingida em dezembro de 2015, quando álcool e gasolina eram comercializados a R$ 2,79 e R$ 3,79, respectivamente, mesmo valores praticados até a última quarta-feira. O diesel também sofreu reajuste de R$ 0,12 e ontem custava até R$ 2,99.
 
O retorno da cobrança por parte do Governo Federal do PIS/Cofins de R$ 0,12 por litro do etanol hidratado desde 1º de janeiro, além do reajuste no preço do diesel apontados como fatores determinantes para o aumento pelo presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), Marco Antônio do Nascimento. “O imposto que subiu e o aumento de R$ 0,12 no litro do diesel que é utilizado para o transporte são os motivos do aumento. Não é possível deixar de repassar esse reajuste. Infelizmente vivemos um momento de bastante instabilidade e é difícil prever sinais de melhora nos preços”, disse.
 
Em alguns postos ainda era possível encontrar preços mais baixos, entre R$ 2,67 e R$ 2,75 no caso do álcool gasolina por R$ 3,79 e diesel por R$ 2,69. Os valores, porém, não devem durar por muito tempo. “Temos muitos empresários que trabalham com o estoque mais alto e por isso conseguem manter os valores antigos por mais tempo mas, nos próximos dias, os preços devem subir em todas as bombas”, completou Nascimento.
 
“Quando vejo que em outras cidades o preço está aumentando, já me preparo para o pior. A verdade é que temos um cartel e que isso nunca mudará. Se um posto sobe o preço eu já corro para encher o tanque, pois sei que nos outros a tendência é acontecer o mesmo. Se fosse possível, deixaria de abastecer, mas não é uma opção”, disse a vendedora Stella Ferreira, de 29 anos, que usa diariamente o carro para trabalhar. 
 
Em 2016, o preço do combustível subiu diversas vezes. O último grande reajuste foi realizado em outubro, quando o etanol passou de R$ 2,29 para R$ 2,79. 

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