Salvo a recuada parcela do nosso chão que ainda abriga infantes espirituais a debaterem-se nas agruras da ignorância, a outra diz-se distante do homem da caverna, mas abriga no próprio seio a subversão da ordem social.
Sai ano, entra ano, lutamos por resultados, desprezamos as fontes da paz e continuamos a queixar-nos da indocilidade humana, desmentindo a pretensa distância evolutiva que nos separaria da fase instintiva.
Inteligência deveria ser faculdade aplicável na direção da luz e não das trevas. Civilizado deveria significar ser feliz, porque satisfeito e seguro.
Analisamos o balanço geral da realização moral da sociedade humana e verificamos que há muita gente boa tentando vencer os cultores do mal, inclusive ela mesma.
Recomecemos, na certeza de que Deus nos solicita que vivamos o mundo, mas voltados paras as coisas do céu.
Ah! Se pudéssemos dizer: ano novo, homem novo! Todos se regozijariam com o verdadeiro bem-estar. Seria o nosso reposicionamento espontâneo, porque incomodados com o desconforto, sobretudo moral, e daí empenhados no combate às imperfeições que nos infelicitam
São preocupações que não deveriam nos incomodar tão somente na transição anual, mas em todos os dias das nossas vidas.
É preciso que tenhamos disposição bastante para vencer-nos as deformações do caráter, como advertido por Kardec: ‘reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral.’ Esforço redentor a aplicar-se a quantos mais se dizem cristãos.
Felipe Salomão
bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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