Para os interessados em mudar de país ou de área de atuação, uma opção é a Alemanha.
Com o envelhecimento da população e o baixo índice de desemprego, há um déficit de mão de obra na Alemanha. O país busca imigrantes com boa formação e que tenham o interesse de morar e trabalhar lá.
De acordo com dados do Instituto para a Investigação do Mercado Laboral e Emprego (IAB), 985 mil postos de trabalho não foram ocupados na Alemanha entre abril e junho de 2016, o que representa um aumento de 10% em relação ao ano anterior.
As áreas de eletrônica, mecatrônica, engenharia, programação, saúde e hotelaria são as que mais necessitam de profissionais. Rudolf Schallenmüller, professor do IEBA (Instituto de Ensino Brasil-Alemanha) e Cônsul Honorário de Ribeirão Preto, conta que os brasileiros são tem recebidos na Alemanha, mas destaca que é importante ter uma formação profissional e, no mínimo, conhecimento básico do idioma local para se candidatar a uma vaga.
"Encontrar um trabalho lá sem falar a língua é muito difícil. Não é preciso ser fluente, mas é fundamental saber se comunicar utilizando a língua oficial do país", explica Rudolf. O professor esclarece que a Alemanha costuma contratar mão de obra oriunda do grupo BRICS (um acrônimo referente aos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Este grupo conta com profissionais principalmente das áreas e tecnologia e saúde, que acabam sendo escassas na Alemanha”, aponta Rudolf.
O alemão, além de ser um dos requisitos para conseguir um emprego na Alemanha, também é a segunda língua mais importante na ciência e a mais falada na Comunidade Europeia, com mais de 100 milhões de falantes.
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