Cerca de 970 quilos de cocaína, crack e maconha foram tirados de circulação e incinerados pela Polícia Civil de janeiro a dezembro deste ano em Franca. As apreensões são oriundas de um trabalho de investigação que acabaram em 91 flagrantes e 102 presos pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).
Para o delegado responsável pela especializada, Djalma Donizete Batista, o empenho dos agentes nas diligências e o apoio dos dois cães farejadores, o pastor alemão Rock e a labrador Luna, foram fundamentais para que a Dise chegasse a uma marca histórica em 2016. “As denúncias da população, alinhadas às campanas, dedicação e trabalho minucioso dos nossos investigadores são o que ajudam a população a ver menos drogas circulando nas ruas e mais traficantes na cadeia”, disse.
Em relação aos presos, 89 foram homens e 13 mulheres, com idades entre 18 e 62 anos. Os adolescentes não ficaram de fora e oito, sendo quatro de cada sexo, foram apreendidos neste ano pela Dise, sendo recolhidos à Fundação Casa. “Em 2015, apenas uma garota foi apreendida por tráfico. Neste ano, chegamos a quatro. Isso apenas pela Polícia Civil, sem contar os números da Polícia Militar”, afirmou o delegado.
Das drogas apreendidas neste ano, 950 quilos foram apenas de maconha. Isso sem contar a plantação de 125 mil pés encontrada no Jardim Aeroporto, em julho, que renderia 3,5 toneladas do entorpecente. No ano passado, foram 128 quilos da mesma droga e outros 10 quilos divididos entre crack e cocaína.
Entre as capturas de 2016, Batista destacou uma ocorrência de setembro, em que 780 quilos de maconha foram apreendidos em uma chácara na rodovia Felipe Calixto, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Na ocasião, cinco homens, sendo quatro de Franca e um de São Paulo, foram presos com 896 tijolos que buscaram em São Paulo e seriam distribuídos em biqueiras e pontos de droga da cidade. Foi a maior apreensão de maconha da história da Polícia Civil francana.
Sobre a demanda cada vez maior de drogas, o delegado atribuiu especialmente ao crescimento da população. “O traficante vê aí a oportunidade de lucrar, pois a cidade está crescendo. O crime está espalhado pela cidade. Vai dos jardins Aeroporto e Ângela Rosa até a Vila Gosuen, chegando à Vila São Sebastião e Jardim Esmeralda”, afirmou, destacando os bairros em que mais apreensões foram realizadas.
Otimista, Batista disse ainda que, em 2017, mais drogas serão retiradas das ruas e o trabalho da Dise continuará “a todo vapor”.
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