PREFEITOS TOMAM POSSE ANUNCIANDO CORTES E RESPONSABILIDADE FISCAL
A posse dos prefeitos nos mais de 5.500 municípios do Brasil, no primeiro dia deste 2017, seguiu o roteiro que já vinha sendo desenhado pelos candidatos eleitos: austeridade, corte de gastos e redução da máquina administrativa. Não foram poucos, como Marcelo Crivella (PRB) no Rio de Janeiro, que reduziu o número de secretarias à metade e determinou: “é proibido gastar”. Em São Paulo, o tucano João Dória seguiu pelo mesmo caminho, anunciando no seu primeiro dia de mandato, ontem, o corte de 15% dos contratos e 30% dos cargos comissionados entre os sete pontos emergenciais do início da sua gestão. Aqui mais perto, em Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB) teve que barrar qualquer investimento até fazer um completo levantamento das finanças do município, depois que até a ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) foi presa por desvio de recursos. A situação se repete na maioria dos municípios brasileiros, em todas as regiões, onde gestores gastaram à larga, sem se atentar para os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal que
cobra eficiência dos chefes do Executivo em todos os níveis (federal, estaduais e municipais).
Em Franca não será diferente. Gilson de Souza (DEM) vai ter muito trabalho para economizar e evitar ser enquadrado na lei. As finanças municipais, além de deterioradas, já atingem o limite de gastos propostos pela LRF só com o pagamento dos salários dos servidores. O enxugamento da máquina administrativa, com a demissão de servidores comissionados é um dos principais pontos que o Secretário de Finanças e Administração, Sebastião Ananias, se debruça há pelo menos dois meses. Além disso, Gilson considera que terá muitas dificuldades e já vem pregando uma “parceria” com os servidores municipais no sentido de promover a eficiência que os eleitores francanos defenderam quando lhe deram os mais de 90 mil votos que garantiram o mandato assumido no último domingo.
Agora, será necessário que eleitores e críticos dêem uma chance ao prefeito recém-empossado para que comece a mostrar a que veio. Não se deve, pelo menos neste primeiro momento, acreditar no desenho favorável que o ex-prefeito Alexandre Ferreira (PDSB) vem fazendo de sua administração. O trabalho de Gilson será apurar todos os malfeitos que ocorreram nos últimos anos e, além de remediá-los, evitar que se repitam. Os francanos esperam muito de sua administração e confiam em sua honestidade. Com uma equipe coesa e alguns auxiliares que já demonstram competência no trato com a res publica, terá condições de fazer o município dar a volta por cima e retomar o caminho do progresso.
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