Prefeitura desfaz acordo e 200 servidores ameaçam ir à Justiça


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O presidente do Sindicato, Fernando Nascimento, diz que grupo deve acionar a Justiça caso acordo não seja cumprido
O presidente do Sindicato, Fernando Nascimento, diz que grupo deve acionar a Justiça caso acordo não seja cumprido
Um grupo de cerca de 200 servidores da Secretaria Municipal da Educação ameaça ir à Justiça para fazer valer um acordo feito com a administração Alexandre Ferreira (PSDB). O grupo é formado por profissionais que compõem as equipes de gestão das mais de 50 escolas municipais. São coordenadores, orientadores e pedagogos. 
 
Em agosto e setembro, como acontece todos os anos, eles foram procurados para informarem se desejavam vender parte de suas férias para a Prefeitura. Se aceitassem, em vez de gozarem 30 dias de descanso, ficariam em férias por 20 dias. Os outros dez dias seriam pagos pela administração. A grande maioria dos profissionais assinou a lista, vendendo parte das férias que só seriam concedidas agora no recesso escolar. 
 
Mas para a surpresa de todos, ao comparecerem à Secretaria de Recursos Humanos, no último dia 22, para assinar os documentos relativos às férias e receber o valor dos dias vendidos, eles foram informados de que a compra não seria feita. Sem qualquer justificativa, a secretária de Educação, Fabiana Sampaio, cancelou o acordo. 
 
O problema é que a volta dos servidores 10 dias antes do final das férias já havia sido programada. Esse período seria utilizado para o planejamento do início das aulas nas unidades municipais. O cancelamento da compra atingiu diretamente os planos feitos pelo futuro governo Gilson de Souza (DEM). 
 
“Ficamos sabendo da decisão na semana passada e estamos perplexos porque tudo já havia sido acordado com os servidores tendo apenas 20 dias de férias. Agora, com essa mudança, ainda não sei o que faremos”, disse o coordenador da transição, Sebastião Ananias. 
 
Sem o trabalho antecipado das equipes de gestão, não há como dar início às aulas. “Estamos estudando que medidas adotar. Temos que fazer tudo dentro da lei”, completou.
 
Os servidores também ficaram revoltados. “Há anos que sempre há a compra dos dias. Eles já haviam nos avisado de que fariam o pagamento e, agora, em cima da hora, deram para trás sem nem sequer nos avisar. É um absurdo”, disse uma das prejudicadas, que preferiu não se identificar. 
 
Segundo ela, representantes do grupo estiveram na Secretaria de Recursos Humanos cobrando explicações, mas não foram recebidos. “Não nos deram a menor satisfação.”
 
O grupo, então, procurou o sindicato da categoria. “Eles vieram até a gente para pedir ajuda. Fizemos um documento que foi entregue tanto ao atual governo quanto ao futuro, e estamos aguardando. Esperamos que o governo Gilson de Souza tome providências”, disse o presidente da entidade, Luís Fernando Nascimento. 
 
Se não for encontrada uma solução amigável, o grupo deve procurar a Justiça. “Já havia o compromisso assumido. Muitos servidores estavam contando com este recurso. Se não houver uma solução, não teremos outra alternativa”, disse Nascimento. 
 
Ananias afirmou que já vem estudando possibilidades, mas que só poderá dar uma resposta a partir de janeiro, quando Gilson assumir a Prefeitura. 

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