Balanço


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Chegou o momento oportuno para levantarmos um balanço de nossas vidas. Sim, é no final de cada ano que devemos, tal qual as empresas industriais, comerciais e de serviços, verificarmos, ainda que intimamente, se tivemos lucros ou perdas. Evidente que não estou me referindo apenas aos aspectos financeiro e patrimonial, mas, fundamentalmente, nos planos pessoal, espiritual, ético e moral.
 
Será que aproveitamos bem no ano que se encerra, as oportunidades oferecidas pelo Criador com a nossa presença neste planeta? Será que soubemos exercitar a solidariedade desinteressada e sem alardes? Fomos tolerantes e fraternos? Em 2016, vivemos mais e sonhamos menos, ou sonhamos mais e vivemos menos?
 
Quem venceu o porfiado combate: o homem físico ou o espiritual? Conseguimos dominar os fantasmas da gula, da luxuria, da avareza, da inveja, do orgulho e da soberba? Usamos a mesma régua para nos medir e medir os outros? Exercitamos o perdão? Mas aquele incondicional que sepulta definitivamente todas as diferenças por ventura até então existentes.
 
Será que laboramos e nos empenhamos em nosso benefício, de nossa família, mas também em prol daqueles que embora não sejam tão próximos de nós, também necessitam - e muito - da nossa liberalidade? Sim, pois é fundamental não nos desviarmos de duas enfáticas recomendações: “fora da caridade não há salvação”, e, também, “ceifamos aquilo que plantamos”. Feliz 2017.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca

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