A polícia procura uma mulher suspeita de matar o marido e colocar o corpo em um caixão improvisado.
O mestre de capoeira e missionário Elias Costa, de 44 anos, foi visto pela última vez na terça-feira, dia 20. Segundo o site Gazeta Online, familiares da vítima afirmaram não ter avisado a polícia do desaparecimento, pois as brigas entre Elias e a mulher eram constantes, e quando aconteciam, o missionário sumia por alguns dias.
O caso aconteceu em Pinheiros, Espírito Santo. "Há notícias que o senhor Elias estaria passando por constantes brigas com a companheira dele e essa companheira fugiu, não está mais aqui. Procuramos por ela e tudo indica que está no interior de Minas Gerais", explica o delegado Dair Oliveira Júnior.
O corpo foi encontrado no domingo, dia 25, dentro da casa em que Elias morava com a mulher, Ana Paula Gonçalves dos Santos, de 36 anos. Um cunhado dela levou Ana Paula até a rodoviária na madrugada de domingo, dia 25. Ela revelou que iria para Nanuque, em Minas Gerais, realizar um trabalho missionário. Estranhando o forte odor que saía da casa, o cunhado alertou a polícia após deixar Ana Paula na rodoviária.
Ele relatou ainda que questionou o paradeiro de Elias, mas a suspeita teria dito que brigou com o marido e que ele havia saído de casa e desaparecido. Ao chegar na casa, a polícia teve dificuldades em chegar ao quarto, uma vez que um roupeiro infantil dificultava a abertura da porta do cômodo. Também havia pano e plástico vedando a porta, bem como espumas na porta e na janela.
A solução foi derrubar a porta. Ao entrarem, os policiais encontraram o corpo de Elias em avançado estado de decomposição, colocado em um caixão improvisado com pedaços de um guarda-roupas. Sobre o corpo foi jogado um pó branco, que acredita-se ser cal. "Parece ser cal e teria talvez essa capacidade de dificultar o mau cheiro daquele corpo que já estava ali há alguns dias", comentou o delegado.
Dair, que aponta para crime passional, disse que a suspeita recai sobre Ana Paula. "Não seria absurdo pensar por essa linha porque a pessoa teve acesso ao local do crime, conhecia os móveis, e há todos os indicativos que a ideia foi dificultar a localização do corpo", explica ele.
O delegado acrescenta que a perícia será realizada no corpo da vítima, mas adiantou que não há sinais de violência, o que sugere morte por envenenamento. "A gente está começando a caminhar pela ideia que possa ter se tratado de envenenamento", opinou Dair.
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