MP denuncia sete médicos por homicídio culposo


| Tempo de leitura: 2 min
Paciente passou cinco dias sendo atendido por médicos no Pronto-socorro “Dr. Janjão”; foram nove atendimentos no total
Paciente passou cinco dias sendo atendido por médicos no Pronto-socorro “Dr. Janjão”; foram nove atendimentos no total
Sete médicos que prestavam atendimento no Pronto-socorro “Dr. Janjão” estão sendo acusados pelo Ministério Público de São Paulo de serem os responsáveis pela morte do empresário Wirley de Carvalho Matos, de 54 anos, ocorrida em maio de 2012. A denúncia por homicídio culposo foi apresentada à Justiça no último dia 16 de dezembro. 
 
Segundo a acusação, Cláudia Poubel Marques, João Batista Resende, Jorge Luís Silva Panício, Lenira Moraes, Luiz Fernando Leli, Sebastião Carlos Borges Tamburus, Vínio Cintra e Oliveira foram negligentes e não seguiram a regra técnica de examinar o paciente. 
 
Wirley morreu vítima de um aneurisma da aorta torácica depois de passar cinco dias sendo atendido pelos médicos no PS. Ao todo, foram nove atendimentos, todos eles caracterizados, segundo o MP, pela atuação negligente, imperita e com inobservância de regra técnica de profissão. “Os denunciados não solicitaram os devidos exames, não fizeram as anotações das fichas de atendimento e deram sucessivas altas médicas ao paciente, que apresentava agravamento de sua condição de saúde”, escreveu o MP.
 
Ainda de acordo com a acusação, o aneurisma da aorta causa sintomas característicos, como insuficiência renal, dor abdominal e lesão nervosa com formigamento. “Assim, o correto diagnóstico poderia ter sido feito por meio de simples exames, negligentemente não requeridos pelos denunciados”. 
 
O MP afirmou que o exame de corpo de delito da vítima concluiu que a demora no atendimento e a não transferência da vítima para a Santa Casa, onde seria melhor examinada, foram decisivas para a morte. O MP requer que os sete denunciados percam os cargos de funcionários públicos municipais em virtude de violação de dever para com a administração pública.
 
Outro lado
A médica Cláudia Poubel, por meio de seu advogado, Mansur Jorge Said Filho, negou qualquer tipo de negligência. “Ainda não recebemos a notificação. A denúncia foi apresentada, mas ainda não foi recebida pela Justiça. Não houve negligência e estamos à disposição para qualquer esclarecimento”, disse. 
 
O médico Vínio Cintra, também ainda não foi notificado. Por telefone, disse que não se lembra do caso. “Faz mais de quatro anos e não tenho como dar detalhes, porque não me lembro deste episódio.” Ele disse que deve aguardar a notificação da Justiça para então apresentar sua defesa.
 
A reportagem não conseguiu contato com os demais acusados. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários