Morreu Anésia Aparecida Silva Naldi


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Anésia Naldi tinha paixão pela família e amigos
Anésia Naldi tinha paixão pela família e amigos
Espírita praticante deixou a bondade como legado
 
A dona de casa Anésia Aparecida Silva Naldi morreu, segunda-feira, dia 19, aos 88 anos de idade. Tradicional moradora da Cidade Nova, era muito conhecida e admirada. Espírita praticante, deixou como legado a alegria de viver e a bondade. Também era famosa pelos pratos, bolos e doces que preparava. Era exímia cozinheira.
 
Dona Anésia nasceu em São José da Bela Vista e se mudou ainda criança para Franca com a mãe, Ângela, após a morte do pai, Joaquim. Estudou na Escola Industrial. Aqui, casou e constituiu família. Era casada com Wenceslau Naldi, que completará 92 no próximo mês de março. Teve seis filhos: Elizabete, Aparecida Helena, José Ricardo, Erasto, Henrique (morto há dois anos) e Edvaldo. Deixou 12 netos e três bisnetas. Não teve tempo de conhecer o bisneto, que está a caminho.
 
Anésia morava na Rua Afonso Pena. Todos os dias, por volta das 9 horas, caminhava até a Escola Pestalozzi, onde aplicava passes. Cumpriu a rotina pela última vez na sexta-feira. "Ali, ela tinha uma família, muitos amigos. Ela me dizia: 'quando eu morrer, quero que você fale desta paixão minha pelos meus amigos'. Por onde andava, todos demonstravam gostar muito dela", disse a filha Bete.
 
Anésia também era co-nhecida pela facilidade em lidar com as panelas. "Minha mãe sabia fazer de tudo dentro do lar: cozinhava, bordava e fazia bolos maravilhosos". A bondade era outra característica. "Ela sempre ajudava os necessitados. Todos que batiam à sua porta pedindo ajuda, ela nunca negava e fazia um novo amigo".
 
Ouvinte da rádio Difusora e leitora do Comércio da Franca, há tempos passou a fazer um pedido especial para a filha. "Em todos os lugares que a gente ia, ela pedia para eu tirar fotos dela. Eu perguntei porque e ela me disse: 'olha, Bete, se um dia eu morrer, você põe uma foto grande minha no jornal e escreve sobre mim. Tenho muitos amigos e eles não vão ficar sabendo. No jornal, todo mundo vai ler".
 
Dona Anésia morreu em casa, em paz. Ela conversou com a filha Bete por volta das 21 horas. Vinte minutos depois, morreu. "Foi uma morte tranquila. Acho que era o momento dela mesmo. Uma se-mana antes, ela passou pelos médicos e estava tudo bem. Os médicos ficaram encantados. Como ela era muito boa, não sofreu nada".
 
O corpo de Anésia foi sepultado terça-feira no Cemitério da Saudade. "O céu está em festa. Ela era muito alegre".
 
 

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