Jesus e o Espiritismo


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Qual o espírito mais perfeito que Deus oferece ao homem, para lhe servir de guia e modelo? A resposta, questão 625, é a mais sucinta de todas as 1019 contidas em O Livro dos Espíritos: “Jesus”. Breve vocábulo, porém com força para abranger a extensão de Seu sublime compromisso com a Boa Nova, que iluminaria a Humanidade. 
 
Sob os Clarões das comemorações do Natal, consideremos a visão da Doutrina Espírita sobre Quem veio para a implantação da Lei do Amor, lembrando que nasceu em Belém, para onde foram Seus pais, em cumprimento de convocação geral. Entretanto, conforme Lucas, 4:16, Ele foi criado em Nazaré, onde Seu pai era carpinteiro. Daí o epíteto “Jesus de Nazaré”.
 
Dele nada se sabe dos doze aos trinta anos, quando inicia o Seu messianato, o que leva alguns estudiosos suporem que tenha ido aprender com os Essênios ou na Índia, mas, para Kardec, (Introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo), disso não há qualquer prova, e o espírito Emmanuel, no seu livro A caminho da Luz, também nega tais hipóteses. 
 
O certo é que o Mestre nada tinha a aprender, mas a ensinar. Ele mesmo afirmara: “Antes que o mundo fosse, Eu já era”, autoridade com que nos recomendou, excluída a fé sem obras, ‘amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.’ 
 
É que amar, que deve ser o espírito das manifestações do Seu natalício, independe de qual a nossa crença, ou de termos crença, e é o único presente desejado pelo divino Homenageado. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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