Sem espaço, bloco ameaça oposição a Nirley de Souza


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Nirley de Souza disse que está no aguardo e disposto a conversar
Nirley de Souza disse que está no aguardo e disposto a conversar
A eleição para a presidência da Câmara, que caminhava favorável a Nirley de Souza (PP), registrou significativo movimento ontem que poderá influenciar no resultado. A votação será feita no dia primeiro de janeiro, logo após a posse dos novos vereadores. 
 
Em princípio, apenas dois candidatos haviam manifestado o desejo de disputar a presidência: Nirley e o atual presidente, Marco Garcia (PPS). Com o apoio do irmão Gilson, que será o próximo prefeito, Nirley largou na frente como favorito. Aliados calculavam que ele teria dez votos dos 15 possíveis.
 
Mas, o fator Gilson, que pesava a favor de Nirley, está se transformando em peso contrário. O motivo é a falta de espaço no futuro governo. O PSB, PTB e o PTN, partidos que apoiaram Gilson no segundo turno e que estavam propensos a votar em Nirley, estão descontentes pela falta de convite para integrar a futura administração. Sinal claro do descontentamento foi dado na manhã de ontem. Líderes dos três partidos, que somam quatro votos, se reuniram na Câmara e decidiram lançar um candidato próprio à presidência. Pastor Otávio Pinheiro (PTB) e Claudinei da Rocha (PSB) são os nomes cotados.
 
Normalmente, reuniões para tratar de apoios são mantidas em sigilo. Desta vez, houve até envio de nota à imprensa. O objetivo é dar publicidade à intenção do grupo. E, claro, pressionar por uma negociação. César Vilela, presidente do diretório municipal do PSB, não esconde que os integrantes do bloco estão chateados com o irmão de Nirley. “Este bloco apoiou o Gilson. Quem apóia, normalmente, tem expectativa de atuar conjuntamente com o prefeito eleito. Não podemos ser ingênuos de pensar o contrário. Até agora, esta expectativa não se concretizou. Então, entendemos que a nossa importância junto à futura administração não existe. Por isto, vamos buscar nossa importância em outro poder, que é a Câmara”. 
 
Vilela avalia que, em uma Câmara de 15 vereadores, não é tão difícil para um bloco de quatro vereadores fazer o presidente. Um aceno favorável de Nirley ou de Marco Garcia poderá impedir o lançamento da candidatura alternativa. “Acho que dá para brigar pela presidência. Agora, nem por isto, vamos deixar de conversar”. Nirley afirmou que está no aguardo e disposto a conversar, mas que a abertura de espaços no governo não depende dele. Marco Garcia disse nunca ter visto uma disputado com tanta interferência do prefeito. “O jogo segue indefinido, mas o Nirley leva vantagem por ser irmão do prefeito. Eu não tenho nada a oferecer”, disse. 

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