Disputa por atribuição pode atrasar o início das aulas


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Fabiana Sampaio, atual secretária de Educação, havia fechado acordo com Silma Alcântara, nova secretária, para fazerem a atribuição conjuntamente. Entretanto, voltou atrás
Fabiana Sampaio, atual secretária de Educação, havia fechado acordo com Silma Alcântara, nova secretária, para fazerem a atribuição conjuntamente. Entretanto, voltou atrás
Depois da ação movida pelo Ministério Público do Estado para impedir a contratação de novos servidores pelo governo Alexandre Ferreira (PSDB), a crise que já existia nas negociações de transição entre a atual prefeitura e o próximo governo que será comandado por Gilson de Souza (DEM) se agravou. Agora, atinge a Educação e pode acabar atrasando o início das aulas, previsto para a primeira semana de fevereiro. 
 
Na semana passada, em uma reunião que durou mais de três horas, a atual secretária de Educação, Fabiana Sampaio, e a futura, Silma de Alcântara Junqueira, haviam acertado que, para não atrapalhar o ano letivo, a atribuição de aulas seria feita ainda em 2016, de forma conjunta, entre os dois governos, e com base na pontuação dos mais de 1,2 mil professores. 
 
Mas, uma semana depois, sem dar maiores explicações, Fabiana informou à Comissão de Transição que não faria mais a atribuição. “Não entendemos o que houve. Já estava tudo acordado e o edital praticamente pronto. Mas eles (o atual governo) não quiseram mais. Agora será apenas no ano que vem”, disse o coordenador da transição, Sebastião Ananias.
 
O problema, segundo ele, é que, para não atrapalhar o início do ano letivo, o ideal seria fazer a atribuição ainda em janeiro, mas será período de férias para os professores. “Pelo que entendemos, não poderemos convocar os professores que estarão em férias. A alternativa será então fazer a atribuição em fevereiro. Mas as aulas devem começar dia 2, então, ficaria muito complicado e teríamos que mexer no calendário, atrasando o começo das aulas”. 
 
Outra alternativa, segundo Ananias, seria ingressar na Justiça. “Estamos estudando a possibilidade de propor uma medida judicial para realizar a atribuição ainda em janeiro. Estamos vendo o que será mais viável. Mas o fato é que o acordo de atribuição conjunta não existe mais”. 
 
A secretária Fabiana Sampaio não atendeu às ligações feitas para seu celular pela reportagem, para que pudesse explicar as razões da desistência do trabalho conjunto. Na secretaria, informaram que ela estava em reunião fora do prédio e não iria voltar. A Assessoria de Comunicação da Prefeitura também foi procurada para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição não respondeu. 

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