Uma jovem de 23 anos foi morta dentro de um bar da Mooca, Zona Leste de São Paulo.
O comerciante e dono do bar em que o crime aconteceu, Delano Ruiz Liger, de 34 anos, procurou a polícia no final da tarde de quarta-feira, dia 14, para denunciar o crime. De acordo com a Polícia Civil, Delano teria relatado que naquele dia, por volta das 7h30, recebeu uma ligação do primo, Willy Gorayeb Liger, de 27 anos. O jovem, que trabalhava como gerente do estabelecimento, dizia que iria ao bar de Delano com duas mulheres. Cerca de 2 horas depois, o dono foi ao estabelecimento retirar engradados de cerveja e encontrou Willy, duas mulheres e dois homens no local. Delano foi auxiliado pelo primo a retirar os engradados e pediu que o grupo deixasse o bar.
Segundo o site Carta Capital, Delano afirmou à polícia que Willy voltou a ligar por volta das 12h, dizendo que havia "perdido a cabeça" e matado uma das moças que estava no local. O dono ainda sugeriu ao primo que tentasse salvar a jovem, mas Willy disse "de forma calma" que não adiantaria. Em seguida, o primo explicou ter golpeado a vítima na cabeça com um taco de beisebol, pedindo ainda que Delano não abrisse o bar naquele dia, nem alertasse a polícia, pois tinha a intenção de sumir com o corpo da jovem.
O dono do bar afirmou ter se apavorado e retornado para casa a fim de conversar com sua mulher. Willy continuava ligando e pedindo que Delano não o denunciasse e nem abrisse o bar. Aproximadamente às 14h, o dono do bar ligou para outro primo, que é policial civil. A dupla conversou e decidiu acionar um advogado e ir até uma delegacia.
Segundo a publicação, o BO foi realizado no 18º DP às 17h23. A polícia foi até o bar e encontrou o corpo de Débora Soriano de Melo, de 23 anos, sem calcinha e com a saia levantada na altura do quadril, indicando que a vítima teria sido estuprada. As parte íntimas, rosto e cabeça apresentavam hematomas e, no pescoço da jovem foram encontrados fios enrolados.
Um bastão preto foi encontrado no local, sendo a possível arma do crime. Débora era natural de Cáceres, no Mato Grosso, mas morava em São Paulo. A jovem estava ligada a movimentos sociais em defesa das mulheres como a UJS (União da Juventude Socialista) e a UBM (União Brasileira de Mulheres).
Willy está foragido e já era procurado pela polícia antes do crime. Contra ele havia um mandado de prisão por crimes de estupro e roubo. Além de procurar pelo autor do homicídio, a polícia tenta identificar as outras pessoas que estavam no bar no dia do crime.
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