Um sargento da Polícia Militar aposentado foi preso em flagrante em Franca após agredir a própria mulher, de 29 anos, e a cunhada, de 22, em Claraval (MG), no último fim de semana. NSS, de 46 anos, discutiu com a mulher, durante um churrasco de aniversário de um amigo do casal, no bairro City Petrópolis. Uma irmã da vítima e o marido também estavam na festa.
Em dado momento, observando que o marido havia bebido e ficado agressivo, a dona de casa o chamou para irem para casa, no Parque Vicente Leporace. Dentro do carro, o sargento teria continuado com ofensas à mulher. Ao invés de seguir para casa, o policial acessou a Rodovia Cândido Portinari, no sentido Cristais Paulista, alegando que iria contar ao concunhado que ele estava sendo traído.
Durante o trajeto, o motorista teria tentado jogar a mulher para fora do carro. Temerosa, a mulher deitou-se no banco traseiro e fingiu estar dormindo. Perto de Cristais, o sargento mudou a rota e seguiu na direção de um sítio, em Claraval, onde a cunhada mora. Antes, passou em um bar e comprou cerveja.Já perto da propriedade rural, a mulher pegou as chaves do veículo. Mesmo assim, o policial continuou o trajeto a pé. Alertada pela irmã, a cunhada decidiu indagar o sargento sobre o motivo de sua visita, e acabou agredida a pauladas, sofrendo ferimentos nas costelas. Ao tentar defender a irmã, a esposa do policial também foi agredida a socos e pontapés. Ela teve um braço quebrado também ficou ferida.
Assim que o sargento foi embora, as duas irmãs acionaram a Polícia Militar e foram até Passos, registrar a ocorrência. Elas passaram por exames de corpo e delito, que comprovaram as agressões. O sargento foi detido assim que chegou em sua residência, no Leporace. Enquadrado na Lei Maria da Penha, ele foi autuado em flagrante e levado para o presídio Romão Gomes, da Polícia Militar, em São Paulo.
“A gente já havia brigado antes, mas, sempre que chamava a polícia, eles nem faziam boletim de ocorrência”, disse em entrevista à Difusora, por telefone, a mulher do policial. “Na segunda-feira, 19, saí de Passos e fui buscar minhas coisas na casa dele, acompanhada de meu pai, só que as irmãs dele já tinham entrado lá e tirado tudo, as minhas coisas, meus móveis, colocaram Qboa nas minhas roupas, roubaram os documentos da minha moto, que elas não querem devolver (...). Ele bebe e fica louco”, reclamou a dona-de-casa, que disse ainda que não quer mais nada com o sargento, com quem conviveu durante seis anos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.