Câmara aprova a venda de cerveja em ginásios e estádios


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“É um projeto polêmico que poderia ter sido discutido antes”, disse Laercinho, na tribuna
“É um projeto polêmico que poderia ter sido discutido antes”, disse Laercinho, na tribuna
O projeto que previa a liberação da venda de cervejas nos estádios e ginásios de Franca foi aprovado ontem por 10 votos a 4, na sessão de despedida da atual legislatura, que teve ainda outros 42 projetos em discussão. 
 
A sessão começou por volta das 9 horas. O plenário estava cheio. De um lado representantes da Associação Atlética Francana e do Franca Basquete, entre eles o ex-jogador e agora técnico Helinho e o dirigente Lula Ferreira, que pediam a aprovação do projeto. Do outro, representantes de entidades contrárias, como a Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca) e o Lions.
 
O projeto sobre a liberação da cerveja era o 22º item na ordem de votação, mas a vereadora Valéria Marson (PSD) pediu uma inversão de pauta para que ele fosse votado primeiro.
 
Laercinho foi o primeiro vereador a usar a palavra. “Não sou contra a venda de bebidas, mas acho que o assunto não foi discutido o suficiente. Se pudesse, pediria o adiamento por uma sessão, mas como não posso, por ser uma sessão extraordinária, voto contra. É um projeto polêmico que poderia ter sido debatido e discutido antes. Não me sinto confortável para votar a favor em uma sessão a dez dias do fim do mandato”, disse ele. 
 
Valéria assumiu a tribuna em seguida e defendeu o projeto, não sem antes atacar Laercinho. “Para ser vereador, é preciso coragem. Temos que assumir uma posição e não empurrar a responsabilidade para outra legislatura. Não dá pra terceirizar e jogar nas costas dos próximos. A questão da bebida é uma questão pessoal. Eu não bebo e acho que a pessoa tem que saber seu limite. O senhor bebe e sabe disso”, disse apontando para Laercinho.
 
Laercinho se sentiu ofendido e interrompeu Valéria irritado: “Vossa Excelência voltou à Câmara e agora em outras palavras está me chamando de cachaceiro e cachaceiro eu não sou. Faz dois anos que eu não bebo. Quero que respeite o meu voto. Eu estou saindo, mas ainda sou vereador.”
 
Marco Garcia decidir intervir e colocar panos quentes. “Laercinho, todo mundo sabe que o senhor aprecia uma boa cachaça”, disse em tom de brincadeira.
 
Depois da discussão, representantes das entidades contrárias ao projeto queriam usar a palavra, mas o presidente da Câmara indeferiu os pedidos e abriu a votação. Primeiro os vereadores derrubaram o parecer contrário da Comissão de Justiça e, depois, por 10 votos a 4 aprovaram o projeto.
 
Além da polêmica das bebidas, os vereadores ainda aprovaram outros 42 itens. Entre eles, mais de 20 moções de aplausos ou congratulações.
 
Foi a última sessão desta legislatura. Agora a Câmara só volta a se reunir em 1º de janeiro, quando os novos vereadores eleitos em outubro tomarão posse. 
 
 

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