Todos devem participar mais


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SÓ HÁ UM CAMINHO PARA MUDAR: TEMOS QUE participar DAS DECISÕES POLÍTICAS
 
O brasileiro não mostra grande interesse em participar das discussões que definem o futuro do País. E muito menos busca acompanhar de perto o trabalho dos administradores e dos legisladores que receberam seus votos. Aliás, o brasileiro vê a eleição como uma chata obrigação da qual a maioria corre para se livrar logo de manhã para desfrutar o resto do feriado. Não se ilustra, não defende suas posições e deixa tudo correr, sem preocupações. Quando se vê afetado por decisões tomadas nos gabinetes de Brasília, até que protesta. Mas logo depois se encolhe e retoma seu cotidiano, mesmo que nada tenha mudado. Os brasileiros -- pelo menos em sua maioria -- são omissos politicamente, uma péssima decisão para quem deseja ver o País retomar os trilhos do crescimento e do desenvolvimento. O alto índice de abstenção e de votos brancos e nulos nas últimas eleições é prova clara disso tudo.
 
É necessário que esta visão política seja modificada. Falta participação, empenho e interesse de todos para que o Brasil assuma um protagonismo que lhe é reservado e nunca assumido, em termos globais. Não se vê movimentações no sentido de pressionar, buscar esclarecimentos ou exigir que os entes públicos tratem o dinheiro dos impostos, que saem dos nossos bolsos, com mais responsabilidade. Impedir que os administradores, que acredita ter recebido um cheque em branco ao serem eleitas, usem os cofres públicos como se fossem privados. Somente quando passar a considerar o peso da opinião daqueles que lhes dão votos os políticos brasileiros passarão a atuar de acordo com o interesse da maioria. A mão pesada da Justiça, que temos visto nos últimos tempos, colocando prefeitos e vereadores na cadeia, além de agentes públicos eleitos pelo voto popular, também tem o pendão de auxiliar os eleitores.
 
Nenhum empresário de sucesso se permite gastar mais do que lucra. Do contrário, torna-se inadimplente e entra num buraco sem fundo que sinaliza a bancarrota. Um administrador eleito, seja ele prefeito, governador ou presidente, precisa encarar a administração pública com racionalidade, não permitindo extravagâncias ou gastos supérfluos. Ou seja, precisa encarar o orçamento como se fosse o da casa de seus eleitores: gastar com parcimônia, cortando supérfluos quando o dinheiro não permite. Sem ter quem o confronte, exigindo sensatez e parcimônia, o administrador público continuará fazendo o que lhe der na telha sem levar em consideração as necessidades de seu povo. Está em nossas mãos a possibilidade de mudar tudo isso, nos interessando diariamente pelas ações políticas que afetam nossas vidas.

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