Câmara aprova venda de cerveja em estádios e ginásios


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Em meio à polêmica e com direito a bate-boca, Câmara aprova venda de cerveja em estádios e ginásios
Em meio à polêmica e com direito a bate-boca, Câmara aprova venda de cerveja em estádios e ginásios

O projeto que previa a liberação da venda de cervejas nos estádios e ginásios de Franca foi aprovado na manhã desta terça-feira, dia 20, na última sessão da atual legislatura.

A sessão começou quente. O plenário estava cheio. De um lado representantes da Francana e do Franca Basquete, entre eles o técnico Helinho e o dirigente Lula Ferreira. Do outro representantes de entidades contrárias, como a Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca) e do Lions.

Os vereadores abriram a sessão pedindo a inversão da pauta. O projeto da cerveja constava como o 22° item, mas a vereadora Valéria Marson (PSD) pediu que ele fosse votado primeiro.

Laercinho foi o primeiro a usar a palavra e defendeu o voto contrário. "Não sou contra a venda de bebidas, mas acho que o assunto não foi discutido o suficiente. Se pudesse, pediria o adiamento por uma sessão, mas como  não posso, por ser uma sessão extraordinária, voto contra. É um projeto polêmico que poderia ter sido debatido e discutido antes. Não me sinto confortável para votar a favor em uma sessão a dez dias do fim do mandato". 

Valéria assumiu a tribuna em seguida e rebateu. "Para ser vereador, é preciso coragem. Temos que assumir uma posição e não empurrar a responsabilidade para outra legislatura. Não dá pra terceirizar e jogar nas costas dos próximos. A questão da bebida é uma questão pessoal. Eu não bebo e acho que a pessoa tem que ser responsável. "

Laercinho se sentiu atingido e interrompeu Valéria irritado: "Vossa Excelência voltou à Câmara e agora em outras palavras está me chamando de cachaceiro e cachaceiro eu não sou. Faz dois anos que eu não bebo. Quero que respeite o meu voto. Eu estou saindo, mas ainda sou vereador. "

Marco Garcia interrompeu e colocou panos quentes. "Laercinho todo mundo sabe que o senhor aprecia uma boa cachaça". 

Depois da discussão, representantes das entidades pediram para usar a palavra, mas o presidente da Câmara indeferiu os pedidos e abriu a votação. Primeiro os vereadores derrubaram o parecer contrário da Comissão de Justiça e depois por 10 votos a 4 aprovaram o projeto.

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