O prefeito eleito, Gilson de Souza (DEM); seu vice, Professor Frank (DEM), e os 15 vereadores que vão formar a Câmara a partir de janeiro foram diplomados ontem. A diplomação atesta que o candidato foi eleito pelo povo e que está apto a tomar posse no cargo.
O plenário da Câmara ficou lotado de convidados dos eleitos e autoridades. O clima festivo e a expectativa de que a renovação na Prefeitura e no Poder Legislativo elevará o nível do cenário político local marcaram a solenidade.
A sessão foi presidida pelo juiz eleitoral, Luciano Franchi Lemes. Formaram a mesa de honra o promotor eleitoral, Carlos Gasparoto; o prefeito, Alexandre Ferreira (PSDB); o presidente da OAB, Marlon Cléber; o representante da Defensoria Pública, Luciano Dal Sasso Masson e o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Marcelo Jerônimo Melo.
Os futuros vereadores foram chamados por ordem alfabética para receberem seus diplomas. Mais votado nas eleições, Kaká (PSDB) foi o escolhido para falar em nome dos colegas. “Os políticos estão enfrentando um tsunami em nível nacional. Nossa responsabilidade é grande. Temos a oportunidade de fazer a diferença e deixar um grande legado”, disse ele.
Ao ter o nome anunciado pelo cerimonial, Gilson de Souza foi ovacionado e gesticulou várias vezes para a platéia sem esconder a emoção. Ele saudou as mulheres presentes, em especial sua mãe, Dona Biluca, e disse que pretende fazer um governo compartilhado. “Ninguém faz nada sozinho. Meu gabinete será abençoado e aberto. Espero fazer uma administração participativa para melhorar a qualidade de vida do cidadão”. Gilson agradeceu à sua equipe e elogiou o seu vice, que provocou abalos na campanha após a divulgação de áudios polêmicos. “O Frank foi um grande parceiro, uma pessoa simples, mas de fino trato. Um moço participativo, do bem, e que vai ajudar muito na administração”.
O promotor Carlos Gasparoto reforçou a necessidade dos políticos realizarem o mandato focados nos anseios da população. “Tenham em mente que o mandato é do povo”.
Coube a Alexandre Ferreira mudar o tom dos discursos festivos. Disse que pagou contas de prefeitos anteriores, numa clara referência ao seu mentor Sidnei Rocha. Mesmo tendo perdido as prévias do PSDB e sido impedido de disputar a reeleição, afirmou que encerra um “ciclo vitorioso, decente e organizado”. Na mesma Câmara que só não o cassou por um voto, aconselhou os futuros gestores. “Espero que possam enxergar as necessidades da população. Não coloquem os interesses pessoais na frente”.
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