Graças a Deus,falta muito pouco


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ONZE DIAS SEPARAM O FIM DO MANDATO DE ALEXANDRE FERREIRA, QUE AINDA SE EXALTA
 
São apenas onze dias. No dia 1º de janeiro, Gilson de Souza (DEM), toma posse como prefeito de Franca, sepultando de vez o mandato errático e desastroso de Alexandre Ferreira (PSDB), que nos últimos quatro anos excedeu (e muito) o limite de cometer bobagens, de falar besteira e de desconsiderar a população francana. Ele deixa a Prefeitura como entrou: falando muito, mas sem apresentar nada que justificasse sua vitória para comandar os destinos de Franca. Na campanha, “carregado” por Sidnei Rocha, que vinha de dois mandatos exitosos, fez promessas, apresentava-se como preparado e capaz. Mas não foi o que se viu. Logo nos primeiros meses de seu mandato fechou um acordo a portas fechadas com a empresa São José, desconiderando pontos do contrato de concessão assinado com a Prefeitura na administração anterior, prejudicando os cerca de 70 mil francanos que utilizam o transporte coletivo urbano.
 
Contando com a complacência de uma Câmara Municipal alinhada aos seus desmandos, o prefeito fez uma administração sofrível, que seguia aos trancos e barrancos já que os vereadores não se preocuparam em fazer valer os votos recebidos. Por causa disso, apenas seis conseguiram se reeleger. Já Alexandre, o dos óculos cor de rosa, que aparentemente vive numa dimensão paralela totalmente dissociada da realidade, continua utilizando o autoelogio a cada discurso. Assim fez ontem, na diplomação do prefeito, vice e vereadores eleitos: mais uma vez disse que fez uma administração para ficar na história e -- aí é bom bater na madeira -- desejou que seu sucessor “faça um bom governo como o meu”.
 
É bom lembrar: Alexandre Ferreira enfrenta processos na Justiça por causa da indústria das horas extras criada nas unidades de Saúde da cidade quando ele ainda era secretário municipal da área. Além disso, é investigado por causa da ação de uma quadrilha de falsos médicos contratada pela Prefeitura para atender nos dois prontos-socorros da cidade (o Infantil e o “Dr. Álvaro Azzuz”). O prefeito é alvo de outro processo, por causa da concessão de licenças ambientais ilegais para curtumes instalados no Distrito Industrial. E, não menos importante, a descoberta de desvios de cerca de R$ 500 mil na construção de creches. Ele só não foi cassado pela Câmara por causa de um voto. No ocaso de seu mandato, surgiu outro embaraço: Gilson de Souza toma posse tendo pagar cerca de R$ 8 milhões gastos na construção do prédio da Secretaria da Educação, perto da Francal, já que Alexandre utilizou uma verba “carimbada”, destinada pelo governo federal para ser investida na reforma e construção de escolas ou na capacitação de pro
fessores da rede pública. Estes são os casos mais graves, que se juntam a diversos outros que tornaram a administração do tucano a mais danosa em toda a história de Franca. 
 
 
 
 

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