Tendências do ensino


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O atual cenário brasileiro deixa muitas perguntas soltas no ar, como ‘Quais as novas tendências do ensino?’. Nesse contexto, a meu ver, existe apenas uma resposta certeira, a que coloca o aluno como protagonista do aprendizado. A educação precisa cativar, envolver e instigar o pensamento crítico, e o trabalho com metodologias ativas tem se mostrado um caminho cada vez mais interessante.
 
Crianças e jovens precisam ser encorajados a exercitar no âmbito real os conhecimentos aprendidos em sala de aula. O pensamento criativo ganha força quando as informações podem ser experimentadas e comprovadas, pois deixa o gosto de querer saber mais. 
 
Quando o professor atua como condutor da construção do saber, com base nos interesses e desejos do aluno, a prática pedagógica torna-se mais estimulante ao receptor. Por isso, toda instituição de ensino deveria trabalhar com essa proposta. No exercício diário da função, o que precisa de fato mudar é a própria prática. Professor e aluno devem ter na escola o suporte e o exemplo necessários para desenvolver conteúdos relevantes e promover debates saudáveis e produtivos. 
 
Reflita: como o professor pode trabalhar a autonomia e o protagonismo do aluno se a relação dele com a direção da escola não for baseada nos mesmos parâmetros? O educador precisa ter liberdade em sala da aula, bem como apoio da instituição para colocar a participação do estudante como centro do processo de ensino e aprendizagem.
 
Para 2017, fica o desejo de que a educação do Brasil tenha forças para se renovar e ampliar a visão crítica da população. Estimular a participação e o interesse nas questões públicas, defender direitos e ampliá-los, inserir jovens e adultos no mundo do trabalho com ética e responsabilidade socioambiental e incentivar o respeito às diferenças fazem parte de uma proposta de ensino contemporânea e ativa. O aprendizado precisa ter significado e estabelecer conexão com o real.
 
Leandro D’Arco
Gerente do Senac Franca
 
 

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