Governo Gilson estuda o fim da Feac para o anos de 2017


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Ananias quer saber se a verba da Feac é bem gasta
Ananias quer saber se a verba da Feac é bem gasta
A Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura), criada durante o primeiro governo do ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para incentivar essas três áreas e gerenciar os projetos municipais, pode ter suas atividades encerradas já a partir do ano que vem. Pelo menos é o que vem estudando a equipe de transição de governo comandada pelo futuro secretário de Finanças, Sebastião Ananias.
 
Segundo ele, a ordem para o ano que vem é economizar no que for possível. Cortes estão previstos em todas as áreas com exceção de Educação, Saúde e Ação Social. Ananias disse que as primeiras análises mais superficiais de dados mostram que a manutenção da fundação pode consumir recursos sem que a população se beneficie de programas culturais e esportivos de qualidade. 
 
Para se ter ideia, o orçamento da Feac previsto para o ano que vem é maior que o da Secretaria Municipal de Desenvolvimento. Para a fundação, o orçamento aprovado pelos vereadores e feito pelo atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) prevê mais de R$ 9 milhões, já para o Desenvolvimento fica na casa dos R$ 8 milhões. “É muito dinheiro que ainda não conseguimos saber se está sendo de fato bem aplicado”, disse Ananias. 
 
Nos próximos dias, ele deve protocolar um requerimento pedindo mais detalhes de todos os projetos e programas culturais desenvolvidos com os recursos da Feac e também os gastos com o pessoal, já que boa parte dos funcionários da fundação são comissionados (não concursados). “Queremos saber se os investimentos feitos pela Prefeitura estão, de fato, gerando benefícios para a população. Só poderemos fazer isso com base nos dados desses relatórios”. 
 
Ananias disse que, se depois de estudar as informações repassadas, a equipe do novo governo em conjunto com o futuro prefeito Gilson de Souza (DEM) chegar a conclusão de que os resultados da fundação não compensam os gastos, ela poderá ter suas atividades encerradas. “Queremos eficiência e economia. Não poderemos manter uma fundação que não produz para a população”. 
 
Se, de fato, a extinção for o a decisão, Ananias disse que o novo governo terá dois caminhos: fazer com que as atividades hoje desenvolvidas pela Feac sejam absorvidas por outras pastas, já estruturadas, ou criar uma nova fundação com formato e funcionamento distintos dos atuais. “O primeiro caminho, ao meu ver, é o mais viável. Mas tudo ainda depende de estudo e de dados. É muito cedo para batermos o martelo e afirmarmos qualquer coisa. Precisamos de mais tempo e mais análises”. 
 

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