O número de casos de caxumba em Franca deu um salto nos últimos três meses e pulou de 62 em setembro para 268 neste mês. A soma é cinco vezes maior que os casos de 2015, quando apenas 42 pessoas contraíram a doença. Os primeiros casos em Franca que chamaram a atenção neste ano foram registrados na Faculdade de Direito, no início de setembro, quando dez alunos apresentaram sintomas da doença. Na ocasião, em menos de um mês, 27 casos foram confirmados e as aulas suspensas para evitar a transmissão.
O crescimento, segundo o secretário de Saúde José Conrado Netto, teria acompanhado o surto vivido este ano em todo o país. “Verificamos que a maior incidência de casos se dá em adolescentes e estudantes em idade universitária. Como o país enfrenta um surto grande da doença neste ano, em agosto, quando os estudantes voltaram às aulas, o vírus se espalhou”, disse Conrado Netto.
O último balanço divulgado pela Vigilância Epidemiológica confirmou 28 casos na FDF; 21 na Unesp; 12 no Uni-Facef; 10 na Unifran; 7 no Sesi, 9 na Mapfre; 2 no Colégio Industrial e 1 na Fatec e Novo Colégio. Outros 5 casos foram atendidos na Santa Casa; 3 no PS Infantil e 167 no PS “Álvaro Azzuz”.
Quem apresentar sintomas como febre, calafrios, dores de cabeça, musculares, ao mastigar e engolir, além do aumento das glândulas atrás da mandíbula deve procurar imediatamente orientação médica. A transmissão acontece principalmente pelo ar, contato direto pela saliva ou ainda pelo compartilhamento de copos e talheres contaminados. Por isso, a orientação, caso uma pessoa seja afetada, é evitar contato com quem ainda não foi contaminado e aglomerações por 9 dias após o inicio da doença.
Entre as complicações que podem ser enfrentadas por quem contrair a doença estão meningite e encefalite; surdez; hepatite; após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos ovários e testículos podendo levar a esterilidade e impotência sexual.
Não há tratamento específico para a caxumba, sendo indicado atendimento médico. A vacinação é a única forma de prevenir a caxumba. Para quem tem mais de 20 anos, apenas uma dose da Tríplice Viral, que protege contra catapora, sarampo e caxumba, é o suficiente para toda vida, sem necessidade de reforço. Para as pessoas com menos de 20 anos, duas doses são o suficiente para toda vida. Quem precisar se vacinar ou reforçar a dose, pode procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa.
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