Há interesse em debelar a crise?


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NÃO SE VÊ QUALQUER COMPROMISSO DOS QUE NOS GOVERNAM PARA RESOLVER A QUESTÃO
 
A situação do Brasil contnua grave e não se vê, por parte de nossas autoridades constituídas (eleitas ou não) qualquer movimento no sentido de buscar uma saída capaz de devolver a confiança aos investidores e ao setor produtivo, aliviando assim a classe que tem mais sofrido com essa recessão que teima em aumentar: a dos trabalhadores. As medidas até agora apresentadas pelo Planalto mostram que a intenção é cobrar do setor produtivo uma conta que ele não deve. A limitação dos gastos, aprovcada recentemente, não será cqapaz de resolver a questão, como já deixaram claro muitos especialistas. E nem as propostas do governo no pacote de estímulo anunciado anteontem. A questão passa por medidas mais fortes, afetando principalmente aqueles aquinhoados com benefícios exagerados que não contemplam quem trabalha com carteira assinada. Da presidente aos vereadores, é preciso entender que não temos condições de manter mordomias. É preciso que o dinheiro dos contribuintes siga diretamente para os setores onde ele mais sofre: saúde, educação e infraestrutura.
 
O Congresso Nacional precisa entender que não pode exigir esforço e união quando não dá o exemplo e deixa a questão política suplantar a recessão que está prejudicando todo o País. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), conseguiu que a Assembleia Legislativa mantivesse o congeamento de seus salários, o que ocorre desde 2014. Na prática, a medida impediu que fossem automaticamente reajustados os ganhos de 7.390 servidores ativos e inativos que têm salários superiores aos do governador, mas que são limitados pelo teto fixado pela Constituição Federal.. Um exemplo que deveria ser seguido por administradores e legisladores eleitos, que continuam usufruindo de aumentos e benefícios que não são oferecidos em nenhum país desevolvido do mundo, onde o dinheiro do contribuinte é tratado com mais responsabilidade.
 
O brasileiro acompanha bastante apreensivo as movimentações do Congresso para a aprovação de um ajuste que seja realista e não cobre apenas dos trabalhadores e do contribuinte o alto preço do descontrole econômico do governo e da corrupção, que corrói os cofres públicos e sonega serviços essenciais para quem mais precisa. Ao votar a proposta de orçamento do governo, os deputados não revêem nenhum de seus benefícios -- que são muitos -- ou então a reforma do prédio que abriga a Câmara dos Deputados, a qual prevê até um shopping center ao custo superior a R$ 1 bilhão. O cidadão brasileiro exige soluções capazes de levar o Brasil a retomar o crescimento econômico sem que pague mais do que vem pagando. E isso exige responsabilidade, comprometimento e bom senso que os nossos políticos demonstram, no dia a dia, não possuir.
 

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